Iorana Korua/Koho-Mai/Bem-Vindo/Yaa'hata'/Che-Hun-Ta-Mo/Kedu/Imaynalla Kasanki Llaktamasi/Tsilugi/Mba'éichapa/Bienvenido/Benvenuto/Yá´at´ééh/Liaali/Bienvenue/Welcome/Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Mari Mari Kom Pu Che/Etorri/Dzieñ Dobry/Bienplegau/Καλώς Ήρθατε/ Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Sensak Pichau!!












































29.11.08

Quero me embriagar de vida ...

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Devemos andar sempre bêbados.
Tudo se resume nisto: é a única solução.
Para não sentires o tremendo fardo do Tempo que te despedaça os ombros
e te verga para a terra,
deves embriagar-te sem cessar.
Mas com quê?
Com vinho, com poesia ou com a virtude, a teu gosto.
Mas embriaga-te.
E se alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre as verdes ervas duma vala,
na solidão morna do teu quarto, tu acordares com a embriaguez já atenuada ou desaparecida,
pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que se passou, a tudo o que gemeu,
a tudo o que gira, a tudo o que canta, a tudo o que fala, pergunta-lhes que horas são:
"São horas de te embriagares!"
Para não seres como os escravos martirizados do Tempo,
embriaga-te, embriaga-te sem cessar!
Com vinho, com poesia, ou com a virtude, escolhe tu, mas embriaga-te.
Charles Baudelaire

24.11.08

Provérbio Cree


Um dia, a Terra vai adoecer.

Os pássaros cairão do céu,

os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos na correnteza dos rios.

Quando esse dia chegar, os índios perderão o seu espírito.

Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra.

Aí, então, todas as etnias vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição.

Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris.

11.11.08

Luz

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Não pense que vou desistir.
A luz do lampião continuará iluminando
os meus passos.

8.11.08

Aonde estão as andorinhas mortas?




"Não pergunto pela glória
Nem pelas neves
Quero saber aonde
vão  juntando-se as andorinhas mortas."

Tradução livre.

Aonde estão?




6.11.08

Caminho e considerações ...

... há impossibilidade de ser além do que se é -
no entanto eu me ultrapasso mesmo sem o delírio,
ou mais do que eu, quase normalmente -
tenho um corpo e tudo que eu fizer é continuação
de meu começo ...
a única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.
Quem sou?
Bem, isso já é demais.
(Clarice Lispector)

3.11.08

Sim, sou Kaingang.


Menina Kaigang* em Porto Alegre brincando com um colar enquanto a família vende  a sua Arte.



Os Kaingang ou Kanhgág (em português caingangue) vivem hoje em mais de 30 Terras Indígenas distribuídas nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul no Brasil e na Argentina. Como outros grupos da família lingüística Macro-Jê, são caracterizados como sociedades sociocêntricas que reconhecem princípios sociocosmológicos dualistas, apresentando um sistema de metades. Nimuendajú (1913) foi o primeiro a afirmar que os Kaingang estão articulados através do reconhecimento de um sistema de metades na figura dos irmãos mitológicos Kamé e Kairu.

Kamé e Kairu não apenas criaram os seres da natureza, mas também as regras de conduta para os homens, definindo a fórmula de recrutamento das metades (patrilinearidade) e estabelecendo a forma como as metades deveriam relacionar-se (exogamia). “Chegaram a um campo grande, reuniram-se aos Kaingang e deliberaram casar os moços e as moças. Casaram-se primeiro os Kairucrés com as filhas dos Kamés, estes com as daqueles, e como ainda sobravam homens, casaram-se com as filhas dos Kaingang”. A complementaridade entre os irmãos mitológicos Kamé e Kairu é explícita: os Kamé trabalhavam durante o dia para fazer os animais que pertencem a esta metade, os Kairu, inversamente, trabalhavam à noite; o sol pertence a metade Kamé, a lua à metade Kairu.
A dispersão de grupos pelos campos e matas de seu território tradicional não impediu e não impede que eles reconheçam um sistema cosmológico comum. Efetivamente, ainda hoje os grupos Kaingang, além de da mitologia mitológico compartilham crenças e práticas acerca de suas experiências rituais – o profundo respeito aos mortos e o apego às terras onde estão enterrados seus umbigos são expressões incontestáveis do valor estruturante da cosmologia para estes índios.

A demarcação de boa parte das terras Kaingang ocorreu no começo do século XX. Porém, a demarcação não impediu que essas terras fossem invadidas e griladas. O fato gerou conflitos entre os Kaingang e os invasores, obrigando a uma mudança em delimitações originalmente feitas pelo Estado, desfavorecendo os indígenas em diversos casos.
Os Kaingang correspondem a quase 50% de toda população dos povos de língua Jê, sendo um dos cinco povos indígenas mais populosos no Brasil.

* A nação Kaingang que vende artesanato em Porto Alegre habita no Morro do Osso que é um dos últimos resquícios da Mata Atlântica da região. As principais motivações da ocupação do Morro do Osso pelos Kaingang estão relacionadas à existência de um cemitério indígena e da localização de restos de casas subterrâneas que consideram de sua ancestralidade, somando-se a este fato a iminente derrubada de parte da mata que não encontra-se nos limites legais do parque municipal para a construção de um condomínio horizontal pela especulação imobiliária.

Para saber mais sobre a presença Kaingang no Morro do Osso:
-Rauber, Rita Cristina. O conflito de ocupação territorial do Morro do Osso em Porto Alegre, RS, Brasil, entre um grupo Kaingang e a Prefeitura Municipal de Porto Alegre. In. VI Reunião de Antropologia do Mercosul (RAM). GT 12. Montevideo. 2005.
-Saldanha, J.R. Reflexões acerca da conjuntura da presença Kaingang na paisagem de Porto Alegre/RS através de uma antropologia da estética. In. XXVI Reunião Brasileira de Antropologia (RBA). GT 30. Porto Seguro, BA. 2008.
-Souza Pradella, Luiz Gustavo. Tempo, espaço e referência: marcos de ambiência kaingang no Morro do Osso. In. XXVI Reunião Brasileira de Antropologia (RBA). GT 34. Porto Seguro, BA. 2008.
-Fagundes, Luiz Fernando; Rosa, Patricia Carvalho e Souza Pradella, Luiz Gustavo. Os Kujã vão na frente: Uma narrativa Kaingang pela Terra (Documentário). NIT-UFRGS. Porto Alegre. 2006.

*Etnolinguística:
Biblioteca Digital Curt Nimuendaju


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Meu compromisso é com a Memória do "Invisível".


Pelo direito a autodeterminação dos povos e apoiando a descolonização do saber.


Ano 5523 de Abya Yala


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