Iorana Korua/Koho-Mai/Bem-Vindo/Yaa'hata'/Che-Hun-Ta-Mo/Kedu/Imaynalla Kasanki Llaktamasi/Tsilugi/Mba'éichapa/Bienvenido/Benvenuto/Yá´at´ééh/Liaali/Bienvenue/Welcome/Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Mari Mari Kom Pu Che/Etorri/Dzieñ Dobry/Bienplegau/Καλώς Ήρθατε/ Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Sensak Pichau!!












































29.10.08

Os olhos ...




Os olhos sempre dançam para o amor.
Você percebeu?

27.10.08

Os Mbyá Guarani

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Jegakava Tenonde Porangue’ í *

Mbyá, Mbya ou embiá (em Português) é a denominação de um dos povos Guarani, que habita o Paraguai, Brasil, Argentina e Uruguai.

Os Mbyá Guarani pertencem uma das atuais parcialidades étnicas , no Brasil, dos Guarani, juntamente com os Kaiowá e os Ñandeva. Lingüísticamente são classificados como pertencentes ao tronco Tupi, família Tupi-Guarani, língua Guarani. Diferenciam-se entre si por especificidades de ordem sociocultural e por diferenças dialetais. É a partir do acréscimo de “elementos de identidade sociocultural” às três divisões da língua Guarani, que se pode caracterizar os Ñandeva, os Kaiowá e os Mbyá em parcialidades étnicas. No Rio Grande do Sul existem cerca de 2.500 indígenas Mbyá-Guarani, vivendo entre acampamentos de beira de estrada, áreas desocupadas pelo estado e terras reconhecidas.
São extremamente espirituais e seguem as mensagens de Nhanderú (deus), eles buscam o que acreditam ser a "Terra Sem Males", um lugar onde não falta caça, pesca e muita paz. A sua procura, localizada no imaginário dos Guarani, para além do Atlântico, por si só, não minimiza as responsabilidades dos brancos sobre os poucos espaços territoriais que sobraram para esses índios. A sua perambulação, organizados em pequenos grupos familiais, por estradas e rodovias do Sul e Sudeste do país, é uma face trágica dessa diáspora.
Movimentam-se bastante, transitando entre aldeias e até mesmo entre países como Argentina e Paraguai (nestes países existe um grande número de Guarani).
Os Guarani Mbyá mantém sua língua viva e plena, sendo a transmissão oral o mais eficaz sistema na educação das crianças, na divulgação de conhecimentos e na comunicação inter e entra aldeias, constituindo-se a língua no mais forte elemento de sua identidade. Poucos Mbyá falam o português com certa fluência. Crianças, mulheres e velhos são, em grande parte, monolíngües. As Histórias Mbyá são constituídas de metáforas e são parte da tradição oral passada de pai para filho.
O que determina o nome de uma criança Guarani é justamente a região de onde vem a alma, não sendo jamais uma decisão arbitrária dos pais. É com base no "lugar de onde vem a alma" que o nome será constituído. E, ao saber sua origem, que sempre é dada pelo próprio filho por meio de sonhos, os pais também saberão suas qualidades e características individuais. Cada região do "zênite" possui determinados aspectos, assim como seus moradores. A origem do nome permite prever um pouco do percurso futuro dessa criança que ainda sequer nasceu, seus gostos, jeito de ser e possíveis caminhos a serem percorridos.
Quando a criança não possui nome, está sujeito à cólera, raiz de todo o mal. "Somente quando se chame pelos nomes que nossos pais da palavra lhe damos, deixarão de encolerizar-se." Este nome é parte integrante da pessoa e é designado com a expressão 'ery mo' ã a', "aquele que mantém de pé o poder de dizer". (Cadogan, 1992)

As crianças são educadas sem repressão e passam por vários rituais de iniciação até atingir a fase adulta.
Além da linguagem usual (ayvu), os Mbyá conservam uma linguagem ritual, extremamente elaborada, ayvu porã, expressão traduzida por “belas palavras”, revelada pelas divindades aos dirigentes espirituais e pronunciada em ocasiões especiais. Os discursos assim proferidos contém um vocabulário peculiar e fazem menção a conceitos especiais de ordem mítica e, em geral analisam uma situação atual.

*Para saber mais:
Guarani Argentina:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-32622002000100004&script=sci_arttext
Léxico Guarani-Dialeto Mbyá: http://orbita.starmedia.com/~i.n.d.i.o.s/dooley/intr.htm
Guarani no Sul do Brasil:
http://www.sinpro-rs.org.br/extra/out98/movim1.htm
Wikipedia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mby%C3%A1

Guarani Paraguai: http://www.staff.uni-mainz.de/lustig/hisp/guarani.html

Jeguakava Tenonde Porangue’ í = ("os primeiros escolhidos para levar o adorno sagrado de plumas" ou "os primeiros adornados.


25.10.08

Cor cádmio verdadeiro ...

Experimentos em arte digital.

Com o vermelho escrevemos poesias?

Pasado y futuro alimentados por la brecha fugaz del presente, sangre de millones de seres anónimos que da la forma hermosamente caótica a una Historia confusa y fascinante, cuyo fin del camino es la paradoja del comienzo mismo del Todo.
Cristián Millar.
*Frase escrita especialmente para esta imagem.
Gracias.
Vermelho
do Lat. vermiculu
adj.,
que tem a cor do sangue, encarnado vivo;
rubro, escarlate;
fig.,
afogueado;
ruborizado;
envergonhado;
diz-se do indivíduo militante ou simpatizante dos partidos da esquerda;
s. m.,
a cor vermelha;
verniz feito de resina, álcool e sangue-de-drago;
variedade de trigo rijo;
Ictiol.,
Brasil,
nome de certo peixe teleósteo perciforme, de cor vermelha.

* Muito interessantes as definições da palavra vermelho que ainda constam nos dicionários do Brasil principalmente as que fazem o paralelo entre a cor e as pessoas que pertencem ideologicamente à esquerda. Demonstrando que ainda restam muitos resquícios da ditadura no nosso país.

20.10.08

Os Xikrin


História dos Xikrin (segundo os próprios "índios")

Os Xikrin contam que seus antepassados viviam no céu. Um dia, dois meninos estavam caçando tatu e cavaram tão fundo que abriram um buraco no céu. Lá de cima, eles viram o mundo aqui de baixo, acharam bonito e chamaram os outros para ver. Eles fizeram uma longa corda, unindo fibras, laços e cordões de toda a aldeia; e desceram para viver na Terra. Não vieram todos. Alguns decidiram ficar no céu, e as luzes das estrelas que vemos hoje em dia são as fogueiras que eles fazem lá.

Os que desceram viviam todos juntos até que um dia descobriram uma grande árvore, às margens do rio Tocantins, da qual nasciam diversas espigas de milho. Eles derrubaram a árvore para plantar as sementes, porém à medida que recolhiam os grãos do milho, começaram a falar línguas diferentes, e se separaram em diversas nações distintas. Uma dessas chamava-se Mebengokrê. Os não-índígenas os chamam de "Kayapós". Certo dia os Mebengokrê faziam uma cerimônia de iniciação quando houve um desentendimento entre os homens mais novos e os mais velhos. O grupo se dividiu em outros menores. O grupo que foi viver mais ao norte deu origem aos Xikrin de hoje.

Povo de língua da família Gê (Macro Gê) distribuido em 14 grupos, num vasto território que se estende do SE do Pará ao N do Mato Grosso, na região do rio Xingu. Os grupos são: Gorotire, Xikrin do Cateté, Xikrin do Bacajá, A’Ukre, Kararaô, Kikretum, Metuktire (Txucarramãe), Kokraimoro, Kubenkrankén e Mekragnoti. Há indicações de pelo menos três outros grupos ainda sem contato.


Todos eles falam línguas semelhantes, possuem costumes e mitologia em comum, e chamam a si próprios de Mebengokrê. Cada um desses sub-grupos se identifica com um segundo nome, relativo ao sub-grupo. Os Xikrin chamam a si próprios de "putkarôt". Dentro da família Kayapó, os Xikrin possuem costumes e língua mais diferentes em relação aos demais sub-grupos. Estima-se que a separação entre eles e os demais Kayapós aconteceu no início do século XVIII.

Kayapó-"Caiapó" é uma exonominação que data do início do século XIX e tem origem em outros grupos indígenas circunvizinhos desta etnia. Kayapó significa homens semelhantes aos macacos, em grande medida devido a certos rituais que este grupo realiza nos quais são utilizadas máscaras de macaco pelos homens. A autonominação dos chamados Kayapó é mebêngôkre que significa literalmente "homens do poço d'água".

Pintura Corporal e Arte Plumária
A pintura corporal é a mais importante manifestação artística entre os Xikrin. Em uma de suas histórias, uma estrela desce à terra e transforma-se em mulher só depois que tem o corpo pintado com jenipapo. Os recém-nascidos também são pintados assim que perdem o cordão umbilical.
A pintura é uma atividade feminina. As mulheres se juntam a cada 8 dias mais ou menos em sessões de pintura coletiva, onde elas decoram o corpo umas das outras. Utilizam as mãos e lascas de taquara.


Fontes:

*Koikwa, um buraco no céu de Regina Santos, Angélica Torres e Isabelle Vidal Giannini

*Os Mebengokre Kayapó: História e Mudança Social" de Terence Turner e publicado no livro "História dos índios no Brasil"

*Grafismo Indígena de Lux Vidal.

*Wikipedia

16.10.08

Palavras despedaçadas.





















a
Aonde está a cor da existência?
Sim, adoro fazer perguntas.

14.10.08

Tiwanaku/Tiahuanaco

A cidade mais antiga do mundo?

*Ghayaya wika’ wata!

"Antes que as estrelas brilhassem no firmamento, Tiwanaku existia"

(Lenda Aymara)
Tiwanaku em Aymara ou Tiahuanaco em Quechua

É considerada como a cultura mais importante do período pré-colombiano boliviano. Um lugar para ficar na memória pela magia e mistério porque suas ruínas são ainda hoje indecifráveis. Localizada a 72 km de La Paz na Bolívia, a uma altura de 3845 metros acima do nível do mar próxima das margens do Lago Titikaka que é o o lago navegável mais alto do mundo.

Uma lenda conta que Tiahuanaco foi construída numa só noite, depois de uma inundação, por uma raça de gigantes que foram aniquilados por raios vindos do céu. E o que restou foram apenas cinzas dos templos. Lendas à parte, pouco se sabe a respeito do povo que a construiu. Os nativos contaram aos primeiros espanhóis que ali chegaram que Tiahuanaco foi encontrada abandonada pelos incas que apareceram na região no século XV. O nome de Tiwanaku (lugar dos animais) foi dados pelos incas quando chegaram a região e o povo a qual pertencia esta cultura extinta passou a ser chamado de Tiahuanakotas ou simplesmente Tiahuanaco. Os cronistas fazem alusão sobre seu desaparecimento, referindo-se a uma longa estiagem (+/- 100 anos), provavelmente no século XIII, obrigando a seus habitantes, denominados tiwanakotas, a abandonarem a cidade em busca de novos locais.

“Hoje, após muitos estudos, pensa-se que Tiwanaku poderia ter sido habitada entre 17.000 a.C. a 12.000 a.C.. O principal indício desta tese são as informações astronômicas gravadas da Porta do Sol e o fato de que no local existia um porto para embarcações.”

Há, no entanto, a certeza de que em Tiahuanaco floresceram e se extinguiram cinco cidades, cada uma das quais surgiu sobre as ruinas da anterior. Apenas a última ainda impressiona os homens - pelas suas construções tão colossais quão misteriosas. Esta escadaria em Kalasasaya, próxima da Porta do Sol de Tiahuanaco, construída numa escala digna de gigantes ou de deuses, recorta-se impressionantemente no céu.Os pesados blocos monolíticos parecem ter sido talhados por mãos sobre-humanas. O acesso a um pátio interior é feito por altos degraus de pedra, desgastados talvez por gerações de peregrinos.

Para saber mais sobre Aymara e Quechua:

http://www.vorem.com/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=2533

Indicação bigliográfica:

Tiahuanaco 10000 Anos de Enigmas Incas

Simone Waisbard

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*Ghayaya wika’ wata = Sempre e para sempre.

Apesar da sua riqueza cultural, os povos Aymara e Quechua estão cada dia mais pobres e explorados.

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12.10.08

Música e Vida ...

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Noche e Bossa Nova

No eres una sombra que camina bajo la lluvia. Hoy te vi pasar envuelta en el aroma dulce de los sueños. Te seguía un pentagrama de notas de colores y a su lado un ritmo mágico de vientos, cuerdas y tambores.
En la esquina escuché claramente una voz que quería jugar con el viento. Lo invitaba a pasear por los atajos de la noche, mientras caía una delicada lluvia de nostalgias. El único farol testigo de tu dulzura iluminaba tenuemente la ciudad que ya se desvanecía; entonces fue cuando corrí a tu encuentro.
Te alcancé y te busqué porque me gusta ser tu cómplice. Un mago que sabe sacar conejos o palomas del sombrero y que, además, solamente utiliza como máscara una sonrisa. Ahora las lágrimas se mezclan con las gotas de ese aguacero invisible. Ni siquiera el paraguas negro es capaz de impedir que el pincel del tiempo dibuje en tonos mayores la sinfonía de la esperanza …

Carlos Eduardo Rojas Arciniegas

* Texto especialmente escrito para esta imagem.

* Gracias

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11.10.08

Gaúcho


Eu não tenho no amor quem me venha com pendências como essas aves tão belas

que saltam de ramo em ramo

eu faço no trevo a minha cama

e me cobrem as estrelas ...

José Hernández, (1834-1886)

Poeta e escritor argentino.

Extraído de La vuelta de Martin Fierro, Ediciones Cátedra, Madrid, 1998

* tradução livre.

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Uma homenagem para o meu pai.

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* Sou gaúcha, nasci no pampa brasileiro.


Pampa é um nome de origem quechua genericamente dado à região pastoril de planícies com coxilhas, entre o estado brasileiro do Rio Grande do Sul, as províncias argentinas de Buenos Aires, La Pampa, Santa Fé, Entre Ríos e Corrientes e a República Oriental do Uruguai. É também chamada de campos.
Ecologicamente, é um
bioma caracterizado por uma vegetação composta por gramíneas, plantas rasteiras e algumas árvores e arbustos encontrados próximos a cursos d'água, que não são abundantes. Comparados às florestas e às savanas, os campos têm importante contribuição na preservação da biodiversidade, principalmente por atenuar o efeito estufa e auxiliar no controle da erosão. Na parte brasileira do bioma, existem cerca de três mil espécies de plantas vasculares, sendo que aproximadamente 400 são gramíneas, como capim-mimoso, pelo menos 385 espécies de aves, como pica-paus, caturritas, anus-pretos e 90 de mamíferos terrestres, como guaraxains, veados, tatus. No Brasil é um bioma ameaçado.
O
clima da região é o subtropical, que caracteriza-se por temperaturas amenas e chuvas com pouca variação ao longo do ano. O solo em geral é fértil, sendo bastante utilizado para a agropecuária.


10.10.08

Diga NÃO ao trabalho Infantil.













Trabalho infantil por Estado:
Cerca de 5,5 milhões de crianças entre 5 e 17 anos fazem algum tipo de trabalho no Brasil, segundo o último relatório do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios).
A Bahia é o Estado com maior número de crianças trabalhando. São 617.009 crianças, muitas delas trabalhando sem as mínimas condições de higiene ou segurança como na preparação do sisal ou em pedreiras, principalmente na área rural do Estado, onde se concentra o maior número de crianças no trabalho.
Outro Estado com grande número de crianças trabalhando é Minas Gerais, cuja capital, Belo Horizonte, tem o maior índice de trabalho infantil doméstico.






8.10.08

As máscaras e os rostos ...

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Definição de Hipocrisia encontrada na Internet:
A hipocrisia é o ato de fingir ter
crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando representar ou fingir.O termo “hipocrisia” é também comumente usado num sentido que poderia ser designado de maneira mais específica como um “padrão duplo”. Um exemplo disso é quando alguém acredita honestamente que deveria ser imposto um conjunto de morais para um grupo de indivíduos diferente do de outro grupo.
O português, porém, tomou a palavra do baixo latim hypocrisis, de sentido mais restrito, e hipocrisia e hipócrita consolidaram-se com o sentido de aparentar o que não é, de ser falso, fingido, mentiroso.
Para Nietzsche, nada é mais hipócrita que a eliminação da hipocrisia.
Para você o que significa a hipocrisia?
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7.10.08

Uma das mais bonitas músicas do Brasil





Ninguém ouviu um soluçar de dor
No canto do Brasil.
Um lamento triste sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro foi pro cativeiro e de lá cantou.
Negro entoou um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares, onde se refugiou.
Fora a luta dos inconfidentes
Pela quebra das correntes.
Nada adiantou.
E de guerra em paz, de paz em guerra,
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar,
Canta de dor.
E ecoa noite e dia: é ensurdecedor.
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador ...
Esse canto que devia ser um canto de alegria
Soa apenas como um soluçar de dor.
(Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro)
Interpretada pela grande Clara Nunes
* Esta canção foi composta na década de 60 aonde a palavra "raça" era muito utilizada. Na atualidade, foi substituída por Etnia porque é muito mais adequada.
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1.10.08

Te Pito O Te Henua-Rapa Nui-Ilha da Páscoa


Te Pito O Te Henua (a ilha mais remota do mundo pertence ao Chile) é um dos poucos lugares que até hoje mantém a tradição oral de contar as histórias passadas de pai para filho e assim vão mantendo a sua Memória e História de forma viva e aglutinadora.
Significado de Te Pito O Te Henua
=
Umbigo do Mundo.

Pelo decreto de 23 de julho de 1935 foi declarada Monumento Histórico e em 1995 passou a fazer parte do rol dos lugares considerados como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
Durante o ano são realizadas várias festividades culturais e entre elas podemos citar: Tokerau e Tapati Rapa Nui sendo esta última a mais importante como mostra da cultura local.
TOKERAU é um festival aonde se manifestam seus costumes ancestrais através de canções, bailes e outras antigas tradições. Acontece já há várias décadas e participam todas as famílias agrupadas em clans com a sua respectiva candidata à rainha.
TAPATI RAPA NUI acontece no mes de fevereiro e durante duas semanas cada grupo familiar deve realizar una série de provas para somar pontos para a candidata a rainha de cada clan. Entre as competições e esportes ancentrais que reunem nesta festa se destacam:

Vaka Tuai, Takona, Riu, Hoko Haka Opo, Haka Pei, Titingi Mahute ( que é uma competição de trabalhos feitos com a Mahute (planta introduzida pelos primeiros habitantes polinésicos com a qual depois de processar a fibra confeccionam os trajes típicos.), Pora, Tau'a Rapa Nui ...











Estatuto legal:
No Chile a Constituição não estabelece nenhuma língua oficial, mas o espanhol é-a de fato. A lei número 19.253 ou Lei Indígena de 1993 estabelece as normas sobre proteção, promoção e desenvolvimento das culturas e línguas indígenas e cria a Corporação Nacional de Desenvolvimento Indígena (CONADI), organismo encarregado de promover, coordenar e executar as acções do Estado neste sentido.

Bandeira atual de Rapa Nui.

A língua Rapanui pertence ao subgrupo malaio-polinésio da grande família austronésia, que se estende por uma extensa área desde o sudeste asiático: pelo Pacífico Sul chegou finalmente à ilha de Páscoa e, através do Índico, até Madagáscar. Esta filiação genética faz dele uma das poucas ― se não a única ― língua indígena de um país sul-americano que não faz parte da família ameríndia. Mais concretamente, o rapanui é diretamente aparentado com o taitiano, o marquesiano, o havaiano e o maori, línguas do subgrupo polinésio oriental.
O Rapanui era a única língua polinésia que tinha um sistema de escrita antes dos europeus terem introduzido o alfabeto latino: o rogo-rogo ('tábua falante'), uma escrita de base hieroglífica que foi encontrada em tabuinhas e petróglifos. Apesar das tentativas para o decifrar, o sistema ainda continua a ser ininteligível. Atualmente, o Rapanui escreve-se recorrendo ao alfabeto latino, adaptado a partir do espanhol.
Mais informações:
Museu Antropológico e Arqueológico:
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Bibliografia Interessante:
FABRE, A. (1998) Manual de las lenguas indígenas sudamericanas, I-II, Lincom Europa, Munique.

MONRÓS E., «El rapanui, llengua de l'illa de Pascua», La Universitat, n.º 37, Outubro de 2006; Museo Antropológico P. Sebastián Englert.

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