Iorana Korua/Koho-Mai/Bem-Vindo/Yaa'hata'/Che-Hun-Ta-Mo/Kedu/Imaynalla Kasanki Llaktamasi/Tsilugi/Mba'éichapa/Bienvenido/Benvenuto/Yá´at´ééh/Liaali/Bienvenue/Welcome/Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Mari Mari Kom Pu Che/Etorri/Dzieñ Dobry/Bienplegau/Καλώς Ήρθατε/ Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Sensak Pichau!!












































30.7.09

Sonhador Oriah

Não me interessa o que você faz para ganhar a vida.
Quero saber o que você deseja ardentemente, se ousa sonhar em atender aquilo pelo qual seu coração anseia.
Não me interessa saber a sua idade.
Quero saber se você se arriscará a parecer um tolo por amor, por sonhos, pela aventura de estar vivo.
Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com a sua lua.
Quero saber se tocou o âmago de sua dor, se as traições da vida o abriram ou se você se tornou murcho e fechado por medo de mais dor!
Quero saber se pode suportar a dor, minha ou sua, sem procurar escondê-la, reprimi-la ou narcotizá-la. Quero saber se você pode aceitar alegria, minha ou sua; se pode dançar com abandono e deixar que o êxtase o domine até a ponta dos dedos das mãos ou dos pés, sem nos dizer para termos cautela, sermos realistas, ou nos lembrarmos das limitações de sermos humanos.
Não me interessa se a história que me conta é a verdade.
Quero saber se consegue desapontar outra pessoa para ser autêntico consigo mesmo, se pode suportar a acusação de traição e não trair a sua alma. Quero saber se você pode ver beleza mesmo que ela não seja tão bonita todos os dias, e se pode buscar a origem de sua vida até do inexplicável.
Quero saber se você pode viver com o fracasso, seu e meu, e ainda, à margem de um lago, gritar para a lua prateada: ‘Posso!’
Não me interessa onde você mora ou quanto dinheiro tem.
Quero saber se pode levantar-se após uma noite de sofrimento e desespero, cansado, ferido até os ossos, e fazer o que tem de ser feito para quem ama.
Não me interessa saber quem você é e como veio parar até aqui.
Quero saber se você ficará comigo no centro do incêndio e não se acovardará.
Não me interessa saber onde, o quê, ou com quem você estudou.
Quero saber o que o sustenta a partir de dentro, quando tudo o mais desmorona.
Quero saber se consegue ficar sozinho consigo mesmo e se, realmente, gosta da companhia que tem nos momentos vazios.

°Sonhador Oriah

24.7.09

Para refletir ...




*Se a gripe H1N1 (Influenza Suína) mata tanto quanto a gripe comum (sazonal) porque está sendo feito este terrorismo  e sensacionalismo na mídia?


*Porque os casos de morte pela gripe comum (sazonal) não são divulgados?


Para reler:

http://umbilicum.blogspot.com/2009/05/donald-rumsfeld-o-genocida.html

18.7.09

Sugestão de filmes e documentários

*Children of the Amazon (Crianças da Amazônia) Documentário de Denise Zmekhol 
http://www.childrenoftheamazon.com/
*Birdwatchers (La Terra Degli Uomini Rossi) 
Filme de Marco Bechis 
http://www.youtube.com/watch?v=bFDN3uTz_Hs 
Trailer
*O dia em que a lua mestruou  (Projeto vídeos nas aldeias)
Filme de Tarumã Kuikuro e Mariká Kuikuro.
http://www.youtube.com/watch?v=ipFRSReyCVI
Trailer
*Signs Don't Speak - Waiãpi 
 Filme de Dominique Gallois e Vincent Carelli
http://www.youtube.com/watch?v=Ayd5zsX4Xvc
Trailer

Photobucket

15.7.09

Internacionalização da Amazônia



Fato ou Boato?
 Para alguns a internacionalização já está em curso, para outros é apenas um boato - mas,  sabemos  que não podemos esquecer que a Amazônia (que é um bioma único) concentra 20% da água doce do planeta, uma riqueza botânica inigualável, nações indígenas que detém o conhecimento sobre plantas com princípios ativos desconhecidos e conhecidos de muitos medicamentos e 30% das espécies de animais conhecidas no planeta sem falar na bauxita, manganês, ouro, prata, tugstênio, cobre, alumínio, estanho, ferro, nióbio, níquel, zinco, zircônio e diamantes.
Segundo fontes não oficiais existem centenas de "ONGs" atuando de maneira ilegal na floresta. Vários dirigentes destas organizações afirmam que estão protegendo este imenso território e preservando este patrimônio da Humanidade. Mas, perguntas ficam no ar ...
Um número incontável de websites administrados por ONGs, fundações e indivíduos agora convidam pessoas a comprar florestas, campos e montanhas para salvá-los de destruição e mudanças climáticas. 
O milionário sueco John Eliasch, que comprou 400 mil acres da floresta amazônica em 2006, e agora pede ajuda para que sua ONG, a Cool Earth-http://www.coolearth.org/ possa comprar mais terra na fronteira entre o Brasil e o Equador, provocando críticas do governo brasileiro, "que diz que Eliasch é um 'eco-colonialista' e que os brasileiros podem cuidar de suas próprias florestas.
Em 2007, vinte mil pessoas fizeram doações na primeira semana de campanha do site demonstrando a eficâcia do discurso "eco-colonialista". Resta saber para que este dinheiro foi realmente empregado e quais são as reais intenções da Cool Earth  e de todas as outras ONGs que transitam na região amazônica.
Neste vai e vem de polêmicas nacionais e internacionais sobre a Amazônia, até o Obama resolveu dar a sua opinião favorável (sic) ao processo da internacionalização. 
O que me indigna é que os Estados Unidos que são os maiores emissores de gases na atmosfera e não assinaram o Protocolo de Kyoto venham dar opinião em um assunto que diz respeito unica e exclusivamenta a soberania do Brasil.

Existe realmente o perigo da Internacionalização da Amazônia?

13.7.09

Línguas em extinção

 Temos que salvar as línguas em perigo de extinção?

 "Cada língua é um universo de pensamento único." 



O Brasil ocupa o terceiro lugar mundial em línguas ameaçadas de extinção. Com 219 idiomas, somos a oitava nação mais linguisticamente diversa do planeta. As línguas faladas por pequenos grupos indígenas em áreas tropicais são as que correm maiores riscos. As pressões econômicas que derrubam florestas são as mesmas que rompem o isolamento cultural de índios e os levam a fixar-se em áreas urbanas, adotando idiomas majoritários como o português. A questão é se vale a pena tentar salvar idiomas ou se o processo de concentração linguística é inexorável. Na última hipótese, só o que nos restaria fazer é colecionar o maior número possível de registros dessas línguas, para que elas não se percam inteiramente. Cada idioma, afinal, ao revelar como um grupo de indivíduos pensa e hierarquiza o mundo, é uma janela para a natureza humana.
Para o linguista australiano Christopher Moseley  cada língua é um universo, cuja estrutura de pensamento é única. Com efeito, suas associações, suas metáforas, suas modalidades de pensamento, seu vocabulário, seu sistema fonético e sua gramática são peculiares e funcionam conjuntamente para formar uma maravilhosa estrutura arquitetônica que, por ser tão frágil, poderia desaparecer, facilmente, para sempre.
Segundo a nova edição do Atlas Interativo de Línguas em Perigo no Mundo da Unesco, feito por 25 linguistas, o Brasil é o terceiro país do mundo com o maior número de línguas ameaçadas de extinção, em um total de 2,5 mil línguas no mundo que podem desaparecer até o final deste século. 
No Brasil, 190 línguas indígenas estão em risco de desaparecer, sendo 45 delas classificadas na categoria de risco mais elevado. 
O Atlas aponta 12 línguas mortas no Brasil, sendo praticamente todas da região amazônica.
No mundo são mais ou menos 2.500 línguas com perigo de extinção em um total de 6.000 existentes. Os dados indicam que no total das línguas conhecidas na atualidade, mais de 200 desapareceram nas últimas três gerações, 538 estão em situação crítica, 502 gravemente em perigo, 631 definitivamente em perigo e 607 em situação insegura.
Para conhecer o Atlas faça click no link: 
http://www.unesco.org/culture/ich/index.php?lg=ES&pg=00206                                        
Fontes:

FSP, 12/7, Mais!
Socioambiental

8.7.09

Pobre Mundo ...

* Como o Brasil vai conciliar o G8 com o G5?
Impossível.
O Brasil estará envolvido em um grande problema, agora que o grupo dos países mais industrializados e a Rússia (G-8) fecharam um acordo com metas de redução das emissões de gases-estufa e cobrar a adesão de China e Índia. O acordo, que prevê a redução de 50% das emissões até 2050, é tido como o saldo positivo da cúpula do G-8, que começou na cidade italiana de Áquila. Deverá aproximar as posições das principais economias responsáveis pelas emissões a apenas cinco meses da Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, em Copenhague. Lula terá de se equilibrar entre o gesto do G-8 e as pressões de seus membros sobre China e Índia, países com os quais o Brasil espera construir uma frente de economias emergentes para os debates sobre a reforma dos organismos de governança global.


4.7.09

Refletindo sobre o reflexo do verso e reverso ...


De tanto caminhar acabei retornando ao lugar de onde saí.


O espelho a minha frente é coisa muda,
Mas de sua mudez ele me fala:
A imagem alheia do outro lado
Me contempla longínqua e interrogante,
Parte de mim, em mim multiplicada,
E posta fora do que sou, textura
De outra pessoa, de outro sonho e forma
(No largo sono de um deus tranqüilo,
A voz se cala e deixa que o cristal
A memória de um vago ser recrie)
Ilusória assim como qualquer cifra.

Laberinto
No habrá nunca una puerta. 
Estás adentro y el alcázar abarca el universo
y no tiene ni anverso ni reverso
ni externo muro ni secreto centro.
No esperes que el rigor de tu camino,
que tercamente se bifurca en otro, tendrá fin.
Es de hierro tu destino
como tu juez. 
No aguardes la embestida
del toro que es un hombre 
y cuya extraña forma plural da horror a la maraña
de interminable piedra entretejida.
No existe. Nada esperes. 
Ni siquiera en el negro crepúsculo de la fiera.

Sono i fiumi
Siamo la famosa parabola di Eredito l'Oscuro.
Siamo l'acqua, non il diamante duro,
che si perde, non quella che riposa.
Siamo il fiume e siamo anche quel greco
che si guarda nel fiume.
Il suo riflesso
muta nell'acqua del cangiante specchio,
nel cristallo che muta come il fuoco.
Noi siamo il vano fiume prefissato,
dritto al suo mare. L'ombra l'ha accerchiato.
Tutto ci disse addio, tutto svanisce.
La memoria non conia più monete.
E tuttavia qualcosa c'è che resta
E tuttavia qualcosa c'è che geme.
Jorge Luis Borges

* Dedicado à quem me fez ver além dos espelhos, labirintos e reflexos.

1.7.09

Os Itya Mahãdu


Quantos são:1.208 (Funasa - 2006)

Os Javaé se auto denominam Itya Mahãdu, que significa "o Povo do Meio", falam a língua Ynã (Karajá) (com algumas variações dialetais, pertencente ao tronco linguístico Macro-Jê).
Para eles, a vida em sociedade é o preço que os seres humanos tiveram que pagar pela curiosidade de conhecer novos caminhos. A "queda do paraíso", que no seu caso é uma "subida", pois antes habitavam o fundo do rio Araguaia (que é o principal afluente do rio Tocantins), trouxe para os homens a obrigação de morar nas casas de suas esposas e pagar por elas aos sogros e cunhados. Enquanto os homens sonham com um tempo/lugar sem outros e sem afins, a vida neste mundo intermediário depende da capacidade de controlar os efeitos potencialmente destrutivos das pessoas estranhas ao grupo.
Os Javaé são um dos três subgrupos em que se dividem os índios Karajá (os outros dois são os Karajá propriamente ditos e os Xambioá) habitam nos estados brasileiros de Goiás e Tocantins. Uma das áreas ocupadas pelos Java é a maravilhosa Ilha do Bananal que possui uma biodiversidade única, a ilha é repleta de lagos e rios, tem cerca de 2.000.000 de hectares e é considerada pelos Karajá e Javaé como o lugar mítico de onde surgiram.
Fotos autor desconhecido
Quanto à situação legal da terra indígena, em 1959, foi criado o Parque Nacional do Araguaia, destinado à preservação ambiental e correspondente à totalidade da Ilha do Bananal, com 2.000.000 ha. Em 1971, um novo decreto criou o Parque Indígena do Araguaia, que passou a dividir a área total da ilha com o Parque Nacional. Após algumas retificações, em 1980, o Decreto n° 84.844 alterou os limites dos parques e a área atual do Parque Indígena passou a ter 1.395.000 ha. O novo decreto deixou de fora da terra indígena a aldeia Boto Velho, dos índios Javaé. Em razão disso, a FUNAI interditou provisoriamente uma área de 145.080 ha ao redor da aldeia Javaé, em 1985, dentro da área do Parque Nacional do Araguaia, agora administrado pelo IBAMA, enquanto não se chega a uma resolução para o problema da aldeia Boto Velho. A área do Parque Indígena do Araguaia, sem a aldeia Boto Velho, começou a ser demarcada pela FUNAI no início de 1998, foi homologada em abril do mesmo ano e registrada em seguida. 
O problema mais recente que ameaça à sobrevivência física e cultural dos Karajá como um todo é a construção da hidrovia Araguaia-Tocantins pelo governo federal, que prevê o afundamento do leito do rio Araguaia em vários trechos, redução no nível de água de seus afluentes, explosão de bombas dentro do rio, desmoronamento dos barrancos e navegação de navios de grande porte.
Fonte:

ZX











Meu compromisso é com a Memória do "Invisível".


Pelo direito a autodeterminação dos povos e apoiando a descolonização do saber.


Ano 5523 de Abya Yala


523 anos de Resistência Indígena Continental.


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