Iorana Korua/Koho-Mai/Bem-Vindo/Yaa'hata'/Che-Hun-Ta-Mo/Kedu/Imaynalla Kasanki Llaktamasi/Tsilugi/Mba'éichapa/Bienvenido/Benvenuto/Yá´at´ééh/Liaali/Bienvenue/Welcome/Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Mari Mari Kom Pu Che/Etorri/Dzieñ Dobry/Bienplegau/Καλώς Ήρθατε/ Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Sensak Pichau!!












































27.2.09

Liberdade



Apenas a opressão deve temer o exercício pleno das liberdades.
(José Martí)
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"Sonha e serás livre de espírito ... luta e serás livre na vida.
(Che Guevara)
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Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa:
Proibido cantar.
Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa:
É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem.
Ou seja:
Ainda existe gente que canta,
ainda existe gente que brinca.
(Eduardo Galeano)
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Pensei o quanto desconfortável é ser trancado do lado de fora;
e pensei o quanto é pior, talvez, ser trancado no lado de dentro.
(Virginia Wolf)
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A liberdade não é somente um conceito, é muito mais que isso. 
Não quero pertencer a ninguém como também não quero que ninguém pertença a ninguém.
Negar a possessão de outra pessoa ou pessoas é tudo o que tenho lutado toda a minha vida.
A " propriedade" é a escravidão e eu sou livre.
Sill Scaroni
(Sill Scaroni)

O que é a liberdade para ti ?

25.2.09

Poesia Palestina.


Resistirei
Talvez perca — se desejares — minha subsistência

Talvez venda minhas roupas e meu colchão

Talvez trabalhe na pedreira ... como carregador ... ou varredor

Talvez procure grãos no esterco

Talvez fique nu e faminto

Mas não me venderei


Ó inimigo do sol

E até a última pulsação de minhas veias

Resistirei

Talvez me despojes da última polegada da minha terra

Talvez aprisiones minha juventude

Talvez me roubes a herança de meus antepassados

Móveis ...  utensílios e jarras

Talvez queimes meus poemas e meus livros
Talvez atires meu corpo aos cães
Talvez levantes espantos de terror sobre nossa aldeia
Mas não me venderei

Ó inimigo do sol

E até a última pulsação de minhas veias

Resistirei

Talvez apagues todas as luzes de minha noite

Talvez me prives da ternura de minha mãe

Talvez falsifiques minha história

Talvez ponhas máscaras para enganar meus amigos

Talvez levantes muralhas e muralhas ao meu redor

Talvez me crucifiques um dia diante de espetáculos indignos
Mas não me venderei

Ó inimigo do sol

E até a última pulsação de minhas veias

Resistirei
Ó inimigo do sol


O porto transborda de beleza ... e de signos

Botes e alegrias

Clamores e manifestações


Os cantos patrióticos arrebentam as gargantas

E no horizonte  ...  existem velas
Que desafiam o vento ... a tempestade e franqueiam os obstáculos
É o regresso de Ulisses
Do mar das privações
O regresso do sol ... de meu povo exilado

E para seus olhos
Ó inimigo do sol

Juro que não me venderei

E até a última pulsação de minhas veias

Resistirei

Resistirei
Resistirei 




Samih Al-Qassin, em Poesia Palestina de Combate

21.2.09

É Carnaval ...

A mistura da tradição européia com os ritmos musicais dos africanos e indígenas criou no Brasil o maior espetáculo popular do mundo.
O Carnaval nasceu no Egito (como um ritual de fertilidade e da colheita), passou pela Grécia (Carrum Novalis) e por Roma, foi adaptado pela Igreja Católica (Carnevale) e desembarcou aqui no século XVII, trazido pelos portugueses.
Logo depois, foi destituído do seu caráter religioso e caiu na rua como um grande ritual pagão, sendo esperado todo o ano com grande emoção.
O Carnaval é um palco aonde o corpo é a maior forma de expressão de toda a simbologia que vive imersa na cultura popular. Não esquecendo também que é um grande signo lingüístico. Assim, a sua força reside principalmente na construção do imaginário e na manutenção da cultura como símbolo de resistência.
Chegou o Carnaval ...
Viva o Povo !
Viva a Folia !

17.2.09

Declaração Solene dos Povos Indígenas do Mundo.

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Nós, povos indígenas do mundo, unidos numa grande assembléia de homens sábios,
declaramos a todas as nações:
quando a terra-mãe era nosso alimento
quando a noite escura formava nosso teto,
quando o céu e a lua eram nossos pais,
quando todos éramos irmãos e irmãs,
quando nossos caciques e anciãos eram grandes líderes,
quando a justiça dirigia a lei e sua execução,
aí outras civilizações chegaram!
Com fome de sangue, de ouro, de terra e de todas as sua riquezas,
trazendo numa das mãos a cruz e na outra a espada
sem conhecer ou querer aprender os costumes de nossos povos,
nos classificaram abaixo dos animais, roubaram nossas terras
e nos levaram para longe delas,
transformando em escravos os "filhos do Sol".

Entretanto, não puderam nos eliminar!
Nem nos fazer esquecer o que somos,
porque somos a cultura da terra e do céu,
somos de uma ascendência milenar e somos milhões.
Mesmo que nosso universo inteiro seja destruído,

NÓS VIVEREMOS
por mais tempo que o império da morte!

Port Alberni, 1975, Conselho Mundial dos Povos Indígenas.

13.2.09

Thanks John !

Playing For Change: Song Around the World "Stand By Me"





The act of playing music with people of different cultures, religions, economics and politics is a powerful statement. It shows that we can find ways of working together and sharing our experiences with one another in a positive way. Music has the power to break down the walls between cultures, to raise the level of human understanding.

8.2.09

Viajantes Transcedentais.

O Uso do Peyote por Grupos Indígenas.
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 O Peyote está em risco de extinção pela grande utilização por pessoas que não fazem parte de nenhuma comunidade indígena. Segundo o especialista Pedro Medellín , que desenvolve um projeto sobre o tema, é enfático: “Se o Peyote desaparecer, então toda uma cultura desaparecerá”  porque é parte mais importante dos rituais sagrados dos Huichol.


O Peyote (Peyotl e Jículi) (Lopophora Williansi) é uma planta alucinógena nativa da América Central. É um cactus considerado uma droga mística que permite a viagem alucinante do espírito. O seu princípio ativo é a Mescalina. Utilizado por algumas etnias do México em rituais e por eles chamado de Hikuri. Supõe-se que o Peyote já era conhecido e utilizado pelos índios da América Central há pelo menos 2000 anos. Por muitos séculos, o culto com o peyote existia entre os Aztecas. Segundo a História Oral,  o uso para rituais iniciou-se na tribo Tarahumara, que vivia aonde havia grande quantidade que nascia espontaneamente. Daí o uso se espalhou, sendo usado nas tribos Cora e Huichol.


Quando os colonizadores espanhóis chegaram na América Central, o hábito de usar o Peyote nos rituais religiosos já era muito comum e foi por eles denominado “artifício satânico”,  já que acreditavam que evocava espíritos malignos. Além de provocar grande controvérsia, o hábito foi fortemente condenado pelo governo local e por diversos grupos religiosos.
Os primeiros registros europeus sobre o peyote foram de Frei Bernardino Sahagún, esses registros foram publicados somente no século XIX e neles Frei Bernardino descrevia o uso por grupos
Chichimeca
Os indígenas sofreram repressões e perseguições, já que a Igreja Católica se opunha ao uso religioso do peyote e por isso algumas tribos foram para as montanhas se esconder dos espanhóis, onde o uso do cactus se difundiu ainda mais.


No final do século XIX, devido à tentativa européia de deter o uso do peyote, muitos dos povos que cultivavam esse hábito começaram a desfigurar-se, desintegrar-se. Tendo isso em vista, um grupo de líderes de vários povos indígenas se reuniram e começaram a difundir novamente o peyotismo, que agora se adaptava às novas necessidades. Esse novo peyotismo se difundiu principalmente entre as tribos Kiowa, Navajo e Comanche aonde voltou com mais força do que nunca, sofreu mais uma vez repressão do governo, que se opôs sem apresentar argumentos científicos e tampouco lógicos para defender sua posição. Para não perderem totalmente sua herança cultural, os índios viram-se obrigados a organizar o peyotismo dentro de uma religião reconhecida legalmente e formaram, em 1885, a Igreja Indígena Americana.
Utilizado em rituais, o botão (caroço do Peyote) é mascado ou misturado com bebidas e seus efeitos duram de dois a três dias. Os rituais, mesmo que diferentes entre os grupos, de uma maneira geral consistem primeiro na colheita do peyote e depois na cerimônia.
A colheita envolvia toda uma preparação e podia ser considerada a primeira parte do ritual: os indígenas que iam em busca do cactus deveriam participar de uma reunião na qual havia a purificação e a confissão, onde eles relatavam seus encontros sexuais. Os grupos viajavam grandes distâncias a pé e durante o percurso o ritual continuava, com as histórias dos ancestrais contadas pelo
Xamã e com o pedido de proteção para o resto da jornada.
Quando o peyote era encontrado, então colhido e levado para a realização da segunda parte do ritual, a cerimônia., que durava a noite inteira e envolvia a ingestão em grupo do peyote, músicas, cantigas e dança. As cantigas eram preces, que pediam proteção, poder e compreensão aos deuses. A participação das mulheres nas cerimônias era permitida, porém, elas normalmente não participam nas cantigas. As crianças acima de dez anos também podiam assistir ao ritual, mas não podiam participar ativamente até que se tornassem adultos.
O Peyote é considerado até hoje um protetor espiritual, pois faz com que não sintam medo, fome ou sede. É utilizado como amuleto sagrado, panacéia (remédio para todos os males) e para provocar visões, que permitem fazer profecias. Também é usado para a comunicação com os seus deuses: eles acreditavam que o Peyote é um intermediário.
O ritual era e é  feito por diversos motivos: para trazer prosperidade e saúde para o grupo, para pedir uma boa colheita, para festejar nascimentos ou aniversários.També é utilizado em cerimônias funerais, como na tribo
Kickapoo. Além é claro, para fazer viagens transcendentais aonde são escolhidos alguns membros comprometidos com a sociedade  para participar.
Usado como medicina é aplicado nas juntas, e alivia as dores. Mas, mesmo na medicina, o Peyote têm
misticismo: acreditava-se que ele coloca o Xamã em contato com os maus espíritos que provocavam as doenças e assim acontecem as curas.

Atualmente, os rituais em que o peyote é utilizado ainda são bem semelhantes aos descritos no século XVII e embora tenham características do cristianismo, conservam seus propósitos e crenças.
Neste intuito, alguns grupos percorrem parte do caminho para a colheita do peyote e outras, como a tribo
Tarahumara, por exemplo, compram o peyote de povos que conservam o ritual de colheita ou simplesmente o encomendam para outros grupos. Porém, ainda existem alguns povos que conservam todo o ritual da colheita do cactus.

A importância do Peyotismo é tal que os indígenas que não participam dos rituais são considerados excluídos da sociedade. 
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Quer mais informação?
*People of the Peyote de S. Schaefer & P. Furst

*Autobiography of a Winnebago Indian de Paul Radin

*DF Aberle, Peyote A Religião entre os Navajo (1982);
 EF Anderson, Peyote (1980); 
OC Stewart, Peyote Religião (1987) 
e Peyotism no Ocidente (1984).

* Este post não é uma apologia ao uso de alucinógenos.

2.2.09

Os Awá pedem ajuda !



Vivemos nas profundidades da selva 
e estamos sendo encurralados pelos brancos.
Sempre estamos fugindo.
Sem a selva não somos nada 
e não temos como sobreviver.
To’o, um jovem Awá, da aldeia Juriti.
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Vivem no Maranhão- Norte do Brasil
População: 300 pessoas
Tronco Lingüístico: Tupi
Família lingüística: Tupi-Guarani
Língua falada: Guajá

Os Guajá se autodenominam Awá: que quer dizer " pessoa ou gente."

Os Awá são considerados um dos últimos povos indígenas nômades de caçadores-coletores do Brasil. Existe a informação recente que um grupo ainda não teve contato com outros grupos ou pessoas.
Até 2006 os Awá-Guajá pertenciam à categoria de índios isolados, embora já vivessem em reservas. De lá para cá, passaram a ser chamados de semi-contatados, devido ao seu elevado grau de preservação do modo de vida tradicional.
Apesar de que a maioria habita em reservas legalmente reconhecidas estão sendo oprimidos por madeireiros, colonos e "fazendeiros" que invadem a sua terra e matam a natureza e os animais. 
Segundo um morador da região: pistoleiros contratados por fazendeiros e madeireiros “caçam” qualquer índio que se lhes atravesse no caminho.
Alguns ainda não foram contatados e são agregados em pequenos grupos familiares que vivem nos últimos fragmentos da selva amazônica do Maranhão que diminui em uma grande rapidez, fora dos territórios reconhecidos que fazem parte da Reserva de Araridóia.
Na décado de 70 foram descobertos enormes depósitos de mineral de ferro na região. Isto desembocou no gigantesco projeto "Programa Industrial Carajás" que foi financiado pela União Européia e pelo Banco Mundial que incluia a construção de minas e de estradas de ferro. Depois disso, os Awá viram como suas terras se abriram a invasões de todos os tipos.
Na atualidade, grande parte das terras dos Awá estão sendo ocupadas e destruídas por estradas que cortam a selva acabando com a caça que dependem para sobreviver. Além é claro da exposição dos indígenas as enfermidades e violência. Também, grande fazendas de gado ocupam ilegalmente a terra indígena.
Agora está nas mãos de um juiz federal do Brasil a documentação para a retirada dos intrusos.
Atúa agora porque teu apoio é vital para a sobrevivência dos Awá.
Participe nesta campanha de Te Pito O Te Henua pela demarcação da terra dos índios Awá-Guajá, enviando-a ao ministro da Justiça do Brasil e ao Juiz Federal do Estado do Maranhão.

Envie esta carta por fax, correio normal ou correio eletrônico para:
Exmo Dr. Juiz José Carlos Madeira
Justiça Federal
Seção Judiciária do Estado do Maranhão
Av.Senador Vitorino Freire, n°300-Areinha
São Luis-MA
65031-900 Brasil

Fax: +55 98 221 3697
E-mail:
jose.madeira@ma.trf1.gov.br

Ministro de Justiça Tarso Genro
Justiça Federal
Seção Judiciária do Estado do Maranhão
Av.Senador Vitorino Freire, n°300-Areinha
São Luis-MA
65031-900 Brasil

Fax: +55 61 3224.4784
E-mail:
gabinetemj@mj.gov.br







ZX











Meu compromisso é com a Memória do "Invisível".


Pelo direito a autodeterminação dos povos e apoiando a descolonização do saber.


Ano 5523 de Abya Yala


523 anos de Resistência Indígena Continental.


JALLALLA PACHAMAMA, SUMAQ MAMA!







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Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros."
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