Iorana Korua/Koho-Mai/Bem-Vindo/Yaa'hata'/Che-Hun-Ta-Mo/Kedu/Imaynalla Kasanki Llaktamasi/Tsilugi/Mba'éichapa/Bienvenido/Benvenuto/Yá´at´ééh/Liaali/Bienvenue/Welcome/Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Mari Mari Kom Pu Che/Etorri/Dzieñ Dobry/Bienplegau/Καλώς Ήρθατε/ Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Sensak Pichau!!












































29.4.09

África em versos ...

      África de tantos sonhos ...
 Peço para todos os amigos que deixem algum escrito para essa imagem.

26.4.09

O mundo devia prestar atenção nesse olhar ...

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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) vêm pedindo aos governos de todo o mundo a tomarem mais responsabilidade para assegurar os direitos da crianças indígenas, descritas pela entidade como um dos grupos mais marginalizados do mundo.
A responsabilidade de promover e proteger os direitos humanos das crianças indígenas é universal. Os indígenas vivem com um legado de opressão, exclusão e extrema pobreza - declarou a diretora-executiva do Unicef, Carol Bellamy.
Os 300 milhões de indígenas do mundo, espalhados por mais de 70 países, têm menos acesso à saúde e à educação do que os não-indígenas. As crianças sofrem ainda mais.
Embora os maiores problemas estejam relacionados à saúde e à educação, a questão foi exacerbada pela "invisibilidade'' das crianças indígenas.
Um meio de tornar as crianças indígenas menos invisíveis é o registro de nascimento porque, se ao menos você existir nos olhos do sistema, talvez haja melhores serviços - afirmou Bellamy.
O informe indica que os problemas não estavam restritos à renda e aos países pobres e que eles se estendiam dos Estados Unidos à Austrália, da Bolívia ao Camboja.

Aonde está o governo brasileiro que deixa esses inocentes sofrerem tanto?

24.4.09

Os Painter defendendo a Amazônia com a ajuda de Google.



Cacique Amir
Os Painter (Suruí) -que falam a língua Mondé- estão observando o Amazonas (desde 2008), dispostos a defender o seu território depois de estarem cansados de tantos abusos tanto a sua gente como a seu habitat eles procuraram  a gigante Google para que fossem ajudados para vigiar o seu território. Desta maneira, chegaram a um acordo com o maior "buscador" da web. Seu instrumento: Google Earth, um sistema de visualização de terrenos através da Internet captadas por satélite.
Este povo da Amazônia vive no estado brasileiro de Rondônia, em uma zona de 250.000 hectares como em alguns lugares do Mato Grosso.
Segundo os dados de 2006 (Funasa) eles são 1.007 e não suportam mais assistir os garimpeiros de ouro e os traficantes madereiros acabando com as possibilidades de sobrevivência do grupo e da natureza. Até agora já foram mortos 11 caciques nas mãos de assassinos que moram na zona indígena. 
A atual situação levou o cacique Amir a pedir ajuda para Google na sua sede em Mountain View que fica perto de San Francisco (Califórnia) nos Estados Unidos. A terrível situação dos Painter comoveu aos donos do Google que colocaram Google Earth a disposição deste povo que possui uma luta muito corajosa pela manutenção da sua identidade mas sem renunciar ao direito da tecnologia.


* Tinha muita curiosidade de saber quem era a pessoa ou as pessoas que quase diariamente visitam o meu blog da cidade de Mountain View na Califónia (Estados Unidos) e hoje tive a resposta. 
Fico feliz em saber que Google está sempre lendo e vendo o que publico. ;)
Espero que a parceria com os Painter (Suruí) continue muito bem e que o festejado acordo seja transparente aonde não exista nenhuma cláusula em letras minúsculas que não se pode ler. ;)

20.4.09

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Looking for a place to live in peace.
Je veux un endroit pour vivre en paix.
Alla ricerca di un posto per vivere in pace.


Leter du etter et sted å leve i fred.
تبحث عن مكان للعيش في سلام.
Tražite mjesto za život u miru.
Busco un lugar para vivir en paz.
Tìm kiếm một chỗ để sống trong hòa bình.

18.4.09

19 de abril -Todo dia é Dia de "Índio" ...

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Meninas Mbyá-Guarani do Cantagalo-Porto Alegre-Brasil
Foto tirada em 2008


Dia do Índio19 de abril No Brasil, foi criado pelo presidente Getúlio Vargas através do decreto-lei 5540 de1943, e relembra o dia, em 1940, no qual várias lideranças indígenas do continente resolveram participar do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México. Eles haviam boicotado os dias iniciais do evento, temendo que suas reivindicações não fossem ouvidas pelos "homens brancos". Durante este congresso foi criado o Instituto Indigenista Interamericano, também sediado no México, que tem como função zelar pelos direitos dos indígenas na América. O Brasil não aderiu imediatamente ao instituto, mas após a intervenção do Marechal Rondon apresentou sua adesão e instituiu o Dia do Índio no dia 19 de abril. 




Não podemos esquecer que todo dia é dia de "Índio" !


Composição: Jorge Ben Jor
Curumim, chama Cunhatã
Que eu vou contar
Curumim, chama Cunhatã
Que eu vou contar
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Curumim, Cunhatã
Cunhatã, Curumim
Antes que o homem aqui chegasse
Às Terras Brasileiras
Eram habitadas e amadas
Por mais de 3 milhões de índios
Proprietários felizes
Da Terra Brasilis
Pois todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril
Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril
Amantes da natureza
Eles são incapazes
Com certeza
De maltratar uma fêmea
Ou de poluir o rio e o mar.
Preservando o equilíbrio ecológico
Da terra, fauna e flora
Pois em sua glória, o índio
É o exemplo puro e perfeito
Próximo da harmonia
Da fraternidade e da alegria
Da alegria de viver!
Da alegria de viver!
E no entanto, hoje
O seu canto triste
É o lamento de uma raça que já foi muito feliz
Pois antigamente
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Curumim, Cunhatã
Cunhatã, Curumim
Terêrê, oh yeah!
Terêreê, oh!

17.4.09

Xamanismo

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O Xamanismo é o conjunto de crenças e práticas similares ao animismo que asseguram a capacidade de diagnosticar e de curar o sofrimento do ser humano-assim como-em alguns grupos que acreditam que o xamã possui a capacidade de criar o sofrimento. 
Segundo eles, xamã faz a conexão com o mundo dos espíritos e forma uma relação especial com este mundo invisível assegurando ter o dom de controlar o tempo, profetizar, interpretar os sonhos, fazer a projeção astral como viajar aos mundos considerados inferiores ou superiores que encontram-se em outras dimensões. Ele é o grande mestre do êxtase, antes de ser o curador ou o mago. É o especialista do transe aonde a sua alma deixa o corpo para subir ao céu ou descer do inferno. Além é claro, de manter uma estreita ligação com o mundo dos mortos e os espíritos da natureza.
A vocação xamânica pode ser obtida entre os candidatos ao êxtase, seja de forma espontânea ou provocada por alucinógenos.  Para ser um xamã é necessário ter muitos anos de aprendizado na viagem do conhecimento.
*Segundo a cultura ocidental, o xamã é uma pessoa em sofrimento psicológico muito grande que necessita um tratamento já que o seu diagnóstico é de epilepsia ou histeria -porém- o que é considerado uma doença mental para as etnias indígenas é um grande dom. Para eles, o xamã é um "escolhido. " Nexte contexto, o entendimento sobre a loucura nas sociedades indígenas é totalmente distinto do que aprendemos. Nas cidades, isolam os " loucos" mas no meio das sociedades indígenas eles são protegidos e respeitados porque possuem " - a visão"- vivendo em dimensões paralelas do que entendemos por realidade.
A tradição do Xamanismo existe desde as mais remotas épocas da "pré-história" da Humanidade e até hoje possuem grande força junto as comunidades.

Leitura complementar:

HISTÓRIA DAS CRENÇAS E DAS IDÉIAS RELIGIOSAS ( 5 VOLUMES)
Mircea Eliade

14.4.09

Zapatismo em Resistência ...

Foto:: Photobucket
O Zapatismo entrou fortemente na luta anti-sistema universal porque a sua ação e discurso não é apenas pelo reconhecimento dos povos originários "mesoamericanos"-mas-contra qualquer tipo de exclusão mundial na luta contra a globalização, o capitalismo e o neoliberalismo.
Combinando formas tradicionais de comunicação das comunidades indígenas com modernas tecnologias de comunicação, os zapatistas conseguiram furar o bloqueio informativo e as suas reivindicações foram escutadas no mundo inteiro. O seu "Ya basta" ecoou pelo planeta mostrando que a luta camponesa indígena pela resistência não era apenas regionalizada.
Não morrerá a flor da palavra. Poderá morrer o rosto oculto de quem a nomeia hoje, mas a palavra que veio do fundo da história e da terra já não poderá ser arrancada pela soberba do poder.

(...)
Nosso sangue e a nossa palavra acenderam um fogo pequenino na montanha e o caminhamos rumo à casa do poder e do dinheiro. 
Irmãos e irmãs de outras raças e outras línguas, de outra cor e mesmo coração, protegeram nossa luz e nela beberam seus respectivos fogos.
Veio o poderoso a nos apagar com seu forte sopro, mas nossa luz cresceu em outras luzes. Sonha o rico em apagar a luz primeira. É inútil, há já muitas luzes e todas são primeiras
Quarta Declaração da Selva Lacandona
(EZLN, 1997: 80-81).
O FOCO DA RESISTÊNCIA - CHIAPAS
A região de Chiapas, no sul do México, inclui a montanhosa região da Sierra Madre, coberta por densas florestas. Sua população, formada na maioria por indígenas descendentes dos maias, vive das plantações de café e dos seringais. É por lá que se concentra a maioria dos militantes do Exército Zapatista de Libertação Nacional porém as suas trincheiras culturais e de resistência estão espalhadas pelo mundo.


O LÍDER - SUBCOMANDANTE INSURGENTE MARCOS
Ele é conhecido pelos comunicados ao povo mexicano - muitas vezes divulgados pela internet, misturando humor, poesia, contos folclóricos e críticas políticas. Mas, por aparecer sempre com o rosto coberto, ninguém sabe a identidade do principal porta-voz do Exército Zapatista de Libertação Nacional. Para evitar represálias, a organização faz de tudo para manter o segredo. O governo mexicano diz que ele é Rafael Sebastián Guillén Vicente, um professor universitário de classe média, de quase 40 anos, que teria se mudado para Chiapas em 1984 para trabalhar com camponeses pobres.  
Por que ele é um subcomandante?
Porque para ser comandante é necessário ser indígena.
O ÍDOLO - EMILIANO ZAPATA (1879-1919)
Defensor de uma reforma agrária radical, o inspirador do movimento zapatista apoiou com um grupo armado a revolução que derrubou o ditador Porfírio Diaz do governo do México, em 1910. Como o novo presidente Francisco Madero jogou o exército do país contra sua guerrilha, Zapata rompeu com o novo dono do poder e começou uma reforma agrária por conta própria. Liderou uma campanha de guerrilhas contra grandes proprietários, e distribuiu as terras das fazendas ocupadas. Foi assassinado em 1919, numa emboscada preparada por seus inimigos.
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Qual a sua opinião sobre o Movimento Zapatista?

Para saber mais visite a página do EZLN:

13.4.09

Lenda Cherokee

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Um velho Cherokee contando sobre a vida para os seus netos -falou:
no meu interior está sendo disputada uma grande batalha. É uma briga entre dois lobos. um lobo representa a ira, o medo, a inveja, a avareza, a arrogância, o arrependimento, a culpa, o ressentimento, as mentiras e todos os sentimentos que trazem a desarmonia.
O outro lobo é a alegria, o amor, a paz, a esperança, a amizade, a liberdade, a generosidade e todos os sentimentos que engrandecem o ser humano.
Olhou os meninos e continuou dizendo: essa mesma luta está acontecendo no interior de cada um de vocês e em qualquer pessoa que vive. Assim, depois de alguns minutos-um deles- perguntou ao avô:
Qual dos lobos ganhará a luta?
A resposta foi rápida:
Ganhará o lobo que alimentes.

*Os Índios Cherokee dizem que  o Lobo, assim como muitos outros animais, tratarão você de acordo com o modo que forem tratados por você.  



O Lobo aparece sempre em partes importantes de muitas lendas indígenas. É conhecido e respeitado por seu poder, sua agilidade, sua ligeireza e sua astúcia. O Lobo é sempre descrito como um animal que tem um relacionamento de fraternidade com seus irmãos e irmãs de duas pernas (os seres humanos). Eles também acreditam que os lobos possuem algumas qualidades humanas tais como: o amor, a lealdade, a fidelidade, a afeição e os laços de amizade. 




 

8.4.09

*Popol Vuh-O Livro Sagrado K'iche' -Maya


Calendário do Popol Vuh
Originalmente, o Popol Vuh (Livro do Conselho dos Anciões) foi transmitido pela tradição oral até aproximadamente o  século XVI quando foi escrito por um indígena em língua K'iche' -porém com caracteres latinos. Posteriormente, foi traduzido para o espanhol pelo padre Francisco Jiménez  (pároco de " Santo Tomás de Chuilá-antigo povoado da Guatemala). Tempos depois, foi traduzido a outros idiomas europeus por alguns estudiosos das origens das culturas originárias das Américas.



O Popol Vuh narra sistematicamente as etapas do povo Maya-K'iche' usando a mito-história, que abrange desde a Pré-História até a data em que começou a ser escrito. 
Este livro possui uma grande importância porque com ele podemos fazer parte do resgate para compreendermos a mentalidade e o contexto da época-assim como-o desenvolvimento das idéias, artes, ciências e a cultura em geral destes povos originários.
A riqueza extraordinária da sua prosa poética consiste na revelação -que se produz- através dos nomes de deuses considerados maiores ou menores, que representam as forças da natureza -(o trovão é a marca do relámpago, o raio é o esplendor do relámpago) - ambos espíritos do céu.
A linguagem é mágica e simbólica porque leva a uma cosmogonia que passa longe do que o "ocidente "entende por racionalidade: " este livro é o primeiro livro, pintado o passado, porém a sua face está oculta na pessoa que vê-no pensador."
É marcadamente poético porque está repleto de imagens, metáforas e jogo de palavras: "eu o sol, eu a luz, eu a lã. Que assim seja. Grande é a minha luz. Por mim andam, caminham os homens. Meus olhos em metais preciosos, resplandecem de verdes esmeraldas. Meus dentes brilham no seu esmalte como a face do céu."
"Minha palavra está no meu ventre."
"Oh ... Chuvoso que darão as tribos para pedir pelo teu fogo?"
A linguagem descreve e narra o mundo mitológico-como uma explicação do mundo extralingüístico-em que estão presentes os deuses detentores do mal e do bem. Durante o relato várias são as passagens que falam da hipocrisia e da farsa entre os deuses.
Em todo o livro, a linguagem -no plural- é propositadamente redundante e explicativa-sendo usadas a primeira, a segunda e a terceira pessoa.
O Popol Vuh constrói todos os relatos através da metáfora aonde é expressada por analogias que não podem ser explicadas com a racionalidade "ocidental"- mas por um pensamento feito de imagens- aparecendo neste contexto a metáfora que não  é entendida como um ornamento da linguagem-e sim- como uma fábula ou lenda real. 
O Popol Vuh oferece uma das maiores riquezas na na área das palavras porque traz uma linguagem que é muito significativa-mas principalmente-porque é o único livro "original" de grupos indígenas chegou até a atualidade com grande fidelidade na sua tradução.
      

6.4.09

Ilamagun (Albino)


Fotografia de autor desconhecido.
Entre os Dule (Kuna-grupo  linguístico Chibcha do Panamá e Colômbia se observa uma das maiores incidências do albinismo em nível mundial. (1/150) e muitas foram as tentativas de erradicação do gene patológico, esta concentração resulta insólita, sobre tudo se consideramos que o meio ambiente também é hostil e a expectativa de vida de vida dos albinos que vivem nas ilhas é de mais ou menos 30 anos. A eliminação dos fatores socio-culturais que mantinham o problema (como infanticídio, proibição do matrimônio entre albinos ou com algum albino) em baixas escalas foram descartados após uma constante pressão exógena óbvia e o fato social que os casamentos exógamos continuam ocorrendo causando o crescimento da taxa de albinos. 
Os Dole (Kuna) vivem na sua grande maioria em uma vasta região de aldeias assentadas ao redor de 360 ilhas e arrecifes. No senso de 2000 eram 61.700 habitantes, aonde possuem 3 comarcas indígenas (Kuna-YalaMadugandí e Warkandí como nas províncias de PanamáColón e Darién. Também viven na Colômbia em duas eservas indígenas que estão situadas em Arquía (Chocó) e Caimán Nuevo-Neoclí no golfo de Urabá.
A arte Kuna é muito bonita e as suas molas (a palavra mola indica a dupla de faces que a integram) são particularmente fascinantes pelo colorido e significado. Estas faces estão relacionadas com verdadeiras formas estilísticas da literatura oral. Igual que as molas, os cantos rituais dos Kuna estão organizados em estrofes e em repetições acompanhadas de leves modificações de palavras, sons ou sentido. O mesmo ocorre com as molas. As duas faces da tela podem mudar do motivo principal, de cor ou de fundo sendo que as mulheres são as pintoras.
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Outra questão muito interessante da Cultura Kuna é a sua bandeira cujo desenho central foi roubado pelos nazistas fazendo referência ao albinismo como "purificação da raça" (sic.)
Este desenho na bandeira Dole (Kuna) vêem sendo relatado desde tempos imemoráveis-o que pode ser certificado pelas inúmeras pinturas rupestres como pela oralidade. Para eles, o desenho central é a representação cosmogônica do Polvo que criou o Mundo.
Este símbolo é multicultural e existem referências entre os indígenas, os indianos, budistas, celtas e muitos outros grupos atestando a sua utilização como um símbolo da criação.

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Relato histórico sobre os albinos Dole (Kuna):

4.4.09

O Apanhador de Sonhos

Gaa wiin daa-aangoshkigaazo ahaw enaabiyaan gaa-inaabid.
Você não pode destruir um sonho sonhado por mim.
Pensamento Chippewa

O apanhador de sonhos é um tipo de mandala de cura de várias etnias indígenas tanto da América do Norte quanto da América do Sul sendo que a sua origem se perdeu em meio as lendas e da oralidade.
O tempo dos sonhos segundo estes grupos é influenciado por boas ou más energias. A função do apanhador de sonhos é afastar as energias intrusas deixando que fiquem presas na teia de aranha do interior do objeto que deve estar ao alcance dos primeiros raios de sol da manhã porque aí estas energias serão dissipadas pela força curativa do sol. O aro externo do apanhador de sonhos representa a roda da vida e a teia de aranha são os sonhos que tecemos, não somente os que temos quando estamos em contato com o tempo dos sonhos (dormindo), mas também os sonhos da nossa alma e do mundo de energia em movimento com o qual estamos em contato direto no nosso cotidiano.
O centro da teia da aranha é o vacio, o lugar do espírito criador, o grande mistério. 
Nunca devemos esquecer que o apanhador de sonhos não é um objeto decorativo, eles são instrumentos de poder, são medicinas xamânicas. Dar de presente um apanhador de sonhos é uma grande honra para quem recebe porque é uma demonstração de fidelidade, confiança e a força da cura.
Existem vários tipos de tramado da teia de aranha central. Os povos Chippewa utilizam uma teia muito similar a da aranha, em espiral sendo que o seu sustento é feito com 8 fios que correspondem a 8 direções sagradas.
Os Cherokee fazem o apanhador de sonhos de forma mais simples, aonde apenas uma pedra no centro da teia e uma única pluma pendurada nele.
 Os Kaingang do sul do Brasil confeccionam usando vários tipos de teias, plumas, sementes ... e não obedecem nenhuma estética pré-definida apenas seguem o desenho central com a teia de aranha. 
Uma das lendas:
 Um velho xamã Sioux (do sudoeste norte-americano) subiu no topo de uma montanha para ter uma visão. O grande espírito mágico-Iktohmi apareceu na forma de uma aranha e se comunicou usando a linguagem sagrada. A aranha (Iktohmi ) tomou das mãos do xamã um aro que ele trazia e começou a tecer uma teia  com as oferendas que estavam com ele-plumas, crinas de cavalo e sementes. Enquanto tecia, o espírito falou sobre os ciclos da vida desde o nascimento até a morte e sobre as forças boas e más que atuam em nós em cada uma dessas fases. Dizia ele:
Se escutas as forças boas, elas te guiarão na direção correta e trarão a harmonia da natureza. Do contrário, levarão a direção errada causando dor e infortúnio.
Quando parou de tecer, o espírito mágico devolveu ao xamã o aro com uma teia ao centro e disse:
No centro que está a teia, representa o ciclo da vida. Utiliza para ajudar o teu povo a alcançar os objetivos fazendo o bom uso dos sonhos, idéias e visões. Se você crê em algum grande espírito, a teia filtrará teus sonhos e visões porque eles vem de um lugar chamado espírito do mundo que ocupa o ar da noite, com os sonhos bons e maus. 
Terminou dizendo:
O apanhador de sonhos deve sempre estar  pendurado para que a teia se mova livremente e consiga apanhar os sonhos que ainda estão no ar. Os sonhos bons sabem o caminho e deslizam suavemente pelas plumas e sementes até alcançar quem está dormindo. Os pesadelos ficarão presos no círculo central da teia até que nasça o sol- momento que estas energias negativas morrem com a primeira luz do dia.
Obs: Para os Sioux, o apanhador dos sonhos sustenta as linhas do destino.

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* Voltei depois de resolver algumas coisas  ... ;)
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ZX











Meu compromisso é com a Memória do "Invisível".


Pelo direito a autodeterminação dos povos e apoiando a descolonização do saber.


Ano 5523 de Abya Yala


523 anos de Resistência Indígena Continental.


JALLALLA PACHAMAMA, SUMAQ MAMA!







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Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros."
Témet timuyayaualúuat sansé uan ni taltikpak
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Memória, Resistência e Consciência.