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[Este blog é independente.]

Meu compromisso é com a Memória do "Invisível".

Another world is possible
Un otro mundo es posible
Un altro mondo è possibile
Un autre monde est possible


Você sabe o que são os Chemtrails?

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4.7.09

Refletindo sobre o reflexo do verso e reverso ...


De tanto caminhar acabei retornando ao lugar de onde saí.


O espelho a minha frente é coisa muda,
Mas de sua mudez ele me fala:
A imagem alheia do outro lado
Me contempla longínqua e interrogante,
Parte de mim, em mim multiplicada,
E posta fora do que sou, textura
De outra pessoa, de outro sonho e forma
(No largo sono de um deus tranqüilo,
A voz se cala e deixa que o cristal
A memória de um vago ser recrie)
Ilusória assim como qualquer cifra.

Laberinto
No habrá nunca una puerta. 
Estás adentro y el alcázar abarca el universo
y no tiene ni anverso ni reverso
ni externo muro ni secreto centro.
No esperes que el rigor de tu camino,
que tercamente se bifurca en otro, tendrá fin.
Es de hierro tu destino
como tu juez. 
No aguardes la embestida
del toro que es un hombre 
y cuya extraña forma plural da horror a la maraña
de interminable piedra entretejida.
No existe. Nada esperes. 
Ni siquiera en el negro crepúsculo de la fiera.

Sono i fiumi
Siamo la famosa parabola di Eredito l'Oscuro.
Siamo l'acqua, non il diamante duro,
che si perde, non quella che riposa.
Siamo il fiume e siamo anche quel greco
che si guarda nel fiume.
Il suo riflesso
muta nell'acqua del cangiante specchio,
nel cristallo che muta come il fuoco.
Noi siamo il vano fiume prefissato,
dritto al suo mare. L'ombra l'ha accerchiato.
Tutto ci disse addio, tutto svanisce.
La memoria non conia più monete.
E tuttavia qualcosa c'è che resta
E tuttavia qualcosa c'è che geme.
Jorge Luis Borges

* Dedicado à quem me fez ver além dos espelhos, labirintos e reflexos.


1.7.09

Os Itya Mahãdu


Quantos são:1.208 (Funasa - 2006)

Os Javaé se auto denominam Itya Mahãdu, que significa "o Povo do Meio", falam a língua Ynã (Karajá) (com algumas variações dialetais, pertencente ao tronco linguístico Macro-Jê).
Para eles, a vida em sociedade é o preço que os seres humanos tiveram que pagar pela curiosidade de conhecer novos caminhos. A "queda do paraíso", que no seu caso é uma "subida", pois antes habitavam o fundo do rio Araguaia (que é o principal afluente do rio Tocantins), trouxe para os homens a obrigação de morar nas casas de suas esposas e pagar por elas aos sogros e cunhados. Enquanto os homens sonham com um tempo/lugar sem outros e sem afins, a vida neste mundo intermediário depende da capacidade de controlar os efeitos potencialmente destrutivos das pessoas estranhas ao grupo.
Os Javaé são um dos três subgrupos em que se dividem os índios Karajá (os outros dois são os Karajá propriamente ditos e os Xambioá) habitam nos estados brasileiros de Goiás e Tocantins. Uma das áreas ocupadas pelos Java é a maravilhosa Ilha do Bananal que possui uma biodiversidade única, a ilha é repleta de lagos e rios, tem cerca de 2.000.000 de hectares e é considerada pelos Karajá e Javaé como o lugar mítico de onde surgiram.
Fotos autor desconhecido
Quanto à situação legal da terra indígena, em 1959, foi criado o Parque Nacional do Araguaia, destinado à preservação ambiental e correspondente à totalidade da Ilha do Bananal, com 2.000.000 ha. Em 1971, um novo decreto criou o Parque Indígena do Araguaia, que passou a dividir a área total da ilha com o Parque Nacional. Após algumas retificações, em 1980, o Decreto n° 84.844 alterou os limites dos parques e a área atual do Parque Indígena passou a ter 1.395.000 ha. O novo decreto deixou de fora da terra indígena a aldeia Boto Velho, dos índios Javaé. Em razão disso, a FUNAI interditou provisoriamente uma área de 145.080 ha ao redor da aldeia Javaé, em 1985, dentro da área do Parque Nacional do Araguaia, agora administrado pelo IBAMA, enquanto não se chega a uma resolução para o problema da aldeia Boto Velho. A área do Parque Indígena do Araguaia, sem a aldeia Boto Velho, começou a ser demarcada pela FUNAI no início de 1998, foi homologada em abril do mesmo ano e registrada em seguida. 
O problema mais recente que ameaça à sobrevivência física e cultural dos Karajá como um todo é a construção da hidrovia Araguaia-Tocantins pelo governo federal, que prevê o afundamento do leito do rio Araguaia em vários trechos, redução no nível de água de seus afluentes, explosão de bombas dentro do rio, desmoronamento dos barrancos e navegação de navios de grande porte.
Fonte:

24.6.09

Astronomia Maya





Os Maya desenvolveram desde o terceiro milênio a.C (no mínimo) um desenvolvimento astronômico muito grande e complexo. Muitas de suas observações chegaram até nossos dias (por exemplo um eclipse lunar de 15 de fevereiro de 3379 a.C) e já conheciam com exatidão as revoluções sinódicas dos planetas, a periodicidade dos eclipses e tantos outras descobertas relativas a Astronomia.
O Calendário Maya começa em uma data zero que possivelmente seja o dia 8 de julho de 8498 a.C.na  contagem de tempo atual, porém essa é uma hipótese. O ano tinha 365 dias (com 18 meses de 20 dias e um mes intercalado de 5 dias.
Os estudos sobre os astros que realizaram seguem surpreendendo os cientistas e estudiosos que até hoje não sabem os detalhes da precisão dos Maya que tinham uma verdadeira obsessão pelo movimento dos corpos celestes que se baseava na concepção cíclica da História e da Astronomia que foi a ferramenta que utilizaram para conhecer a influência dos astros sobre o mundo. A Via Láctea era reverenciada como a morada dos deuses que tinham muitos conhecimentos.
O calendário solar Maya era mais preciso do que usamos hoje.
Todas as cidades do período clássico estão orientadas de acordo com o movimento da abóboda celeste. Muitas construções possuíam o ângulo certo para mostrar os fenômenos astronômicos na Terra, como Chichén Itzá, aonde se observa o descenso de Kukulkán (serpente formada pelas sombras que se criam nos vértices da construção durante algumas épocas do ano. Desde a construção, milhares de pessoas invadem Chichén Itza para observarem esse fenômeno. As 15:00 horas do equinócio da primavera e do outono, o jogo de luzes forma a sombra de uma serpente sobre a escada que se encontram com sua cabeça esculpida na base da pirâmide. Para muitos crentes e visionários esta serpente é um alerta para uma catástrofe que está prestes a acontecer. Os cientístas não sabem o significado da serpente mas percebem é foi preciso  ter muito conhecimento científico para construí-la. 
“Esta silhueta simboliza a serpente descendo do céu para o plano de existência terrestre e entrando no final do dia nas profundezas”. diz o Dr. Alen F. Chase - Professor de Antropologia da Universidade Central da Flórida. O conhecimento avançado do templo e espaço culminou na construção da pirâmide de Kukulkán, nome da divindade suprema dos Maya. Kukulkán é na verdade um calendário tridimensional.
 “A pirâmide de Kukulkán é um zigurate de pedra de quatro lados que na verdade é um calendário. Somando os 91 degraus de cada lado mais a sua plataforma, o total é 365 dias, como os dias do ano. O incrível é que os maias ergueram a pirâmide de modo que no equinócio o sol atinja a face norte criando a sombra de um serpente gigante.”, diz Steven Alten.
Como adquiriram esse profundo conhecimento do tempo continua um mistério, mas eles atribuiam este conhecimento a Kukulkán, um deus, que não tinha nenhuma semelhança com eles. Kukulkán era descrito como um homem alto e branco com longos cabelos e barbas brancas e  olhos azuis. Tinha o crânio alongado, o que fazia as mães Maya amarrarem tábuas nas cabeças dos bebês para alongar os crânios. Por volta do ano 1000 d.C., por razões desconhecidas, Kukulkán deixou Chichén Itza e voltou para o mar, de onde muitos acreditam que ele viera. Antes de partir prometeu ao povo que um dia voltaria, mas isto nunca aconteceu.



    Código de Dresden



Sugestão de páginas sobre a Astronomia Maya em Espanhol:

11.6.09

Grave Denúncia: Massacre em Bagua no Perú.

Ya basta !

Depois de incluir mais de 70 % da selva amazônica em concessões para a explorações de todos os tipos, incluindo a maior parte dos territórios indígenas, sem realizar nenhum tipo de consulta, o governo peruano planejava levar adiante o decreto lei 1090-Lei Florestal e da Fauna e Flora- que reduz a definição de Patrimônio Florestal e permitiria que 45 milhões de hectares de terras com floresta (60% da Amazônia peruana passariam a empresas privadas e com isso trazendo a destruição maciça da selva e dos povos indígenas que ali habitam.
Alan Garcia (presidente do Perú) possui uma  visão delirante de desenvolvimento para a floresta que apresenta a maior diversidade do planeta em termos biológicos e culturais. Segundo ele, existe a necessidade de fazer o país progredir em todos os sentidos buscando a adequação ao Tratado de Livre Comércio (TCL) firmado com os Estados Unidos. (sic)
É óbvio que os indígenas amazônicos  e suas organizações estavam totalmente contra esta visão deturpada de progresso e resistiram defendendo os seus modelos de desenvolvimento sustentáveis e da floresta com suas próprias vidas.
Ainda segundo Alan Garcia, os indígenas são selvagens, "perros del hortelano" (não fazem e nem deixam fazer) e cidadãos de segunda classe porque são inimigos da modernidade. (sic)
Com o decreto lei 1090, que havia sido declarado inconstitucional pelo Congresso da República e da Defensoria do Povo, -mas sem resposta do governo- os povos indígenas se mobilizaram pcificamente em toda a Amazônia fazem mais de 50 dias. Nesse contexto, Os Awajun  e os Wampi bloquearam uma estrada em Bagua ao norte do Peru e foram atacados covardemente pelas forças armadas no dia 5 de julho.
Nos enfrentamentos armados morreram um número de indígenas muito alto mas até agora nenhuma informação  coerente foi dada por parte do governo ou das forças armadas.
Segundo testemunhas, os policiais e o exército fizeram desaparecer dezenas de corpos de indígenas que foram queimados e largados dentro do rio com helicópeteros para ocultar a dimensão do brutal massacre.
O governo acusa os indígenas de haver iniciado os ataques, afirma que estão associados com o Sendero Luminoso e que foram manipulados pelos governos da Bolívia e da Venezuela. (sic)
O lider da AIDESEP (Coordenação Nacional Indígena Amazônica) está pedindo asilo político por haver sido acusado pelo governo de ser responsável pelas mortes.
Até agora a voz dos indígenas que sofreram o ataque não foram escutados na maior parte da imprensa nacional e internacional. 
Frente a versão "oficial" do governo aqui estão as provas de quem começou o ataque, assim como da brutalidade do mesmo. Os vídeos abaixo mostram o testemunho presencial de indígenas e não indígenas que fizeram parte de mais esta vergonha para a humanidade.
Por favor, divulguem os vídeos. Precisamos dar voz aos povos amazônicos que estão sendo massacrados.







Porque protestam os povos amazônicos?
Mais informações:
http://www.survival.es/noticias/

3.6.09

Direitos Indígenas ...


ONU reafirma o direito dos povos indígenas sobre os seus territórios.
O Foro Permanente para Assuntos Indígenas (01/06/2009) concluiu em seu oitavo período de sessões com uma reafirmação de que todos os povos devem ser consultados sobre qualquer projeto de exploração que afete os seus territórios e direitos. Essa decisão contou com mais de 2.000 representantes de povos e comunidades indígenas de todo o mundo que participaram das duas semanas de discussão que levaram a declaração final  que recomenda a adoção de medidas para protegê-los de quem quer se aproveitar dos seus recursos.
O documento inicia com as seguintes palabras: deve haver um consentimento livre, prévio e informativo antes do inicio de projetos ou outros tipos de trabalhos que afetem suas terras, territórios, recursos e direitos de todos os povos envolvidos.
O mesmo recomenda aos governos que façam cumprir as legislações nacionais e internacionais relevantes, assim como, a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, assinada em 2007 pela Assembléia Geral da ONU. Neste sentido, obriga aos países que deram licença, concessões ou permissões para as transnacionais (sem a autorização das populações indígenas) a renegociar os contratos de exploração e satisfazer as demandas das comunidades afetadas.

* Espero que este novo documento seja realmente colocado em prática (o mais breve possível) porque o meu ceticismo não dá para palavras esperançosas.
  Fonte:

1.6.09

Voz da África !




Raiar


Desabrochei nas vésperas do cântico da liberdade
Cresci pueril emaranhado nos ecos de uma epopéia
Acreditando por ser acreditar a grande verdade
Entoei os cânticos de louvor à morte da centopéia
O tempo emprestou-me a tenacidade da dúvida
E do tempo, aliado me fiz e da dúvida a espada
Segui os rastos da vontade de entender tal vida
A realidade vislumbrou-me uma dureza pasmada
Questionei os dogmas para saber mais além
Cruzei saberes e dissabores na alma atormentada
E do além ainda distante, do saber muito aquém ...
Exorcizei com versos a tormenta alimentada
No presente, nada mais é do que o não adquirido
Nada mais se disfarça para dúvidas semear
No presente, não mais vago é o caminho escolhido
Ladeando a realidade sim, com o sonho no limiar.

Waldir Araujo (Guiné-Bissau)

30.5.09

Povos Indígenas Isolados ...




A resistência indígena contra o helicóptero.
Fotos feitas em maio de 2008
por antropólogo da  Fundação Nacional do Índio (Funai). 

Um ano depois que as fotos dos indígenas amazônicos isolados (vivem no Acre, na fronteira entre o Brasil e o Peru-no coração amazônico) percorreram o mundo, um novo informe da Survival revela quais são os cinco povos não contactados que correm o maior risco de extinção. 
São os seguintes:
1-Os indígenas do Rio Pardo, Brasil
2- Os Awá, Brasil
3- Grupos que vivem entre os rios Napo e Tigre no Peru
4-Indígenas do rio Envira no Peru
5-Etnias Ayoreo-Totobiegosode do Paraguai
Estes grupos estão sofrendo a invasão das suas terras por madeireiros, fazendeiros ilegais, colonos e petroleiras como também estão correndo um grande perigo de serem dizimados pelas enfermidades que não possuem imunidade.
Os Awá da região do rio Pardo no Brasil e os grupos do rio Envira no Peru são vítimas da destruição ocasionada pela derrubada ilegal de madeiras nobres que está entrando até nas zonas mais remotas da Amazônia.
Por outro lado, Os Ayoreo-Totobiegosode dos bosques do Chaco que fica a oeste do Paraguai estão sofrendo a derrubada da floresta por parte de fazendeiros ilegais que queimam e cortam as árvores para plantar pastagens para o gado. Uma série de fotografias captadas via satélite mostraram como imensas áreas de bosques habiam sido criminosamente derrubadas nas terras desses indígenas.
No extremo norre do Peru, os grupos que vivem entre o rio Napo e Tigre se encontram no meio do "boom" petrolífero que vive o país. Nos últimos anos, uns 75% da Amazônia peruana foi dividida em concessões de exploração de gás e petróleo. O mais absurdo de tudo é que o presidente do Peru negou a existência de indígenas isolados na zona desses rios mesmo com as abundantes evidências como fotografias de todos os tipos e relatos de outros grupos.
Survival Internacional declarou que a publicação das fotografias há um ano provocaram um grande sentimento de apoio à causa dos indígenas isolados. Muitos nem sabiam que ainda existiam grupos isolados e muito menos que são mais de 100 povos pelo mundo. Porém numerosos governos seguem negando-se um simples passo que resultaria assegurar realmente a sobrevivência destes povos: proteger seus territórios de forma adequada.






Narração nos vídeos feita pela cantora espanhola Ana Belén.



Fonte:
http://www.survival.es/


http://www.funai.gov.br/
YouTube



26.5.09

Artistas Grafistas Huni Kuin (Kaxinawá)

Foto autor desconhecido
O sexo feminino possui o conhecimento dos Kene, grafismos que reproduzem os animais, os homens e a natureza nas pinturas corporais e nas tramas do algodão aonde tecem com teares manuais. 
Segundo a cosmogonia, os Kene foram ensinados, em um tempo de antigamente, por Yube, um encantado da Mulher-Sucuri.
Os desenhos geométricos Kene representam metonimicamente os desenhos da pele da figura mítica masculina da Sucuri-Yube que traz a cultura, a sabedoria e o conhecimento.  Para alguns estudiosos, trata-se também da história de origem da bebida alucinógena - cipó ou Ayahuasca tomada ritualisticamente pelos Kaxinawá. Segundo o mito fundador, Yube era o homem que, ao se apaixonar por uma mulher-sucuri, se transforma em cobra e passa a viver com ela no mundo profundo das águas; nesse mundo Yube descobre a bebida alucinógena e os poderes curativos e de acesso ao conhecimento que a bebida propícia. Um dia, sem avisar a esposa-sucuri, Yube decide voltar à terra dos humanos e volta a se transformar em homem, retornando para a sua família humana. 
O Kene Kuin, desenho verdadeiro, é uma marca importante da identidade Kaxinawá. Para os eles, o desenho é um elemento crucial na beleza da pessoa e das coisas.
O corpo e o rosto são pintados com o suco da fruta Jenipapo que produz uma tinta-por ocasião de festas, quando há visitas ou quando querem se adornar no cotidiano. Crianças pequenas não recebem os grafismos, mas são enegrecidas dos pés à cabeça com Jenipapo. Meninos e meninas têm só uma parte do rosto coberto com desenho e os adultos têm o rosto todo pintado.
A pintura com Jenipapo também é uma atividade exclusivamente feminina. Em dias sem festa muitos andam sem desenho, mas quando um dos homens da casa traz jenipapo da mata, sempre há alguém que se anima a preparar tinta e chamar os outros para pintá-los. As pessoas que mais andam pintadas são as mulheres jovens; os homens menos, a não ser que sejam hóspedes.
Os grafismos contém uma variedade de motivos que têm nomes. Quando um motivo tem dois ou mais nomes, isto geralmente se deve à ambigüidade, típica do estilo Kaxinawá, entre fundo e figura. Os mesmos motivos, ou desenhos básicos, usados na pintura facial, são encontrados na pintura corporal, na cerâmica, na tecelagem e na cestaria. 



Foto autor desconhecido
Falam a língua Hãtxa Luin ("língua verdadeira"), uma variedade do tronco Pano e se encontram geralmente na fronteira entre o Brasil e o Peru e ao longo dos rios Tarauacá, Jordão, Breu, Muru, Envira, Humaitá e Purus. 
É a população indígena mais numerosa do Acre com cerca de 4 mil habitantes divididos em 12 terras.



Fonte:
Socioambiental
YouTube

21.5.09

O grito da terra ...


Terra
      r a t e r r a t e r     
e r r a t e r
r a t e
r r a t e r
r a t e r
r a t e r
r a t e r r
a t e r
r a t e r r a t e r r
a r a t e r r a t e r
r a r a t e r r a t e
r r a r a t e r r a t
e r r a r a t e r r a
t e r r a r a t e r r a

Do olho para o ouvido.

Décio Pignatari 
(1956)
Criador do poema-código e semiótico

18.5.09

A Importância pedagógica das lendas e mitos do universo indígena.

 
Sem dúvida, as lendas e mitos constituem uma ferramenta fundamental para conhecer e investigar as distintas culturas indígenas já que guardam uma série de saberes coletivos ancestrais que representam a diversidade dos povos que dão origem a cada uma delas. Assim como também, é imprescindível tentar compreender os processos históricos, a contextualização e os problemas que constituíram a sua experiência social (quando é possível). 
Então, podemos conhecer e perceber a visão de mundo de um determinado povo, de sua realidade material e simbólica e as suas relações com outros grupos através do tempo. 
As cosmologias indígenas representam modelos complexos que expressam suas concepções a respeito da origem do Universo e de todas as coisas que existem no mundo e até fora dele. Cada uma das diversas sociedades indígenas elabora suas próprias explicações a respeito do mundo, dos fenômenos da natureza, dos espíritos, dos seres sobrenaturais e, também, do momento em que surgiram os seus ancestrais.


Busca [dentro] do blog.

Ano 516 da Resistência Indígena Continental.

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Saudações aos irmãos e irmãs.
Imaynalla Kasanki llaktamasi (Quechua);
Kamisaraki Jillatanaka KIullanaka (Aymara);
Sensak Pichau (Likan Antay ou Atacamenho);
Iorana Korua (Rapa Nui);
Mari Mari kom Pu Che (Mapuche). 
Pelo direito à sabedoria nativa e a autodeterminação dos povos.

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