Iorana Korua/Koho-Mai/Bem-Vindo/Yaa'hata'/Che-Hun-Ta-Mo/Kedu/Imaynalla Kasanki Llaktamasi/Tsilugi/Mba'éichapa/Bienvenido/Benvenuto/Yá´at´ééh/Liaali/Bienvenue/Welcome/Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Mari Mari Kom Pu Che/Etorri/Dzieñ Dobry/Bienplegau/Καλώς Ήρθατε/ Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Sensak Pichau!!

Meu compromisso é com a Memória do "Invisível".

Pelo direito a autodeterminação dos povos e apoiando a descolonização do saber.

Ano 5523 de Abya Yala

523 anos de Resistência Indígena Continental.

JALLALLA PACHAMAMA, SUMAQ MAMA!

Témet timuyayaualúuat sansé uan ni taltikpak
Nós mesmos giramos unidos ao Universo.
Memória, Resistência e Consciência.

30.8.09

A arte Waurá




A arte é parte da vida e está presente em cada momento dos povos indígenas. Em cada criação, em cada ritual, em cada gesto, ela surge e ressurge, expressão da terra e conexão com o universo cosmogônico e mítico. Para eles, a estética da beleza está na intensa relação entre eles e os seus deuses. Não importa se a pintura trabalhosa e detalhada feita no fundo da panela vai ser queimada assim que ela for ao fogo. A pintura não precisa permanecer para justificar sua beleza. Ela é, no presente, como expressão necessária. Dá sentido ao ato criativo de transformar o barro em cerâmica.
Cada povo tem sua habilidade e forma de materializar em objetos de arte as necessidades do dia a dia ou dos rituais. A arte plumária ainda é a mais conhecida e admirada mas as outras artes são também muito significativas,
Quase todos os grupos indígenas utilizam plumas em combinações as mais variadas para construir peças rituais de significados e usos diversos. O grupo a que pertence o dono do adorno, sua ligação familiar, sua posição dentro do ritual, muitas são os códigos contidos no arranjo das plumas. 
A cerâmica, a cestaria, os instrumentos musicais, os pequenos adornos, a arquitetura, os bancos zoomorfos esculpidos em madeira, toda a cultura material dos povos nativos está carregada de princípios e objetivos, de valores estéticos e sociais. O talento dos artistas está a serviço da manutenção da tradição do povo, da continuidade de sua identidade.


Os Waurá são grandes ceramistas, conhecidos pelas grandes panelas de até 2m de diâmetro, chamadas de Kamalupe. No Xingu somente os Waurá e Yudjá dominam o uso do barro na confecção de panelas de vários tamanhos, formatos e figuras zoomorfas. Depois de modelada e cozida em um buraco previamente aquecido, a panela é debruçada e no seu fundo externo, todo esbranquecido de tabatinga, com capricho, é decorada em vermelho e preto (urucum e jenipapo), com desenhos simétricos, traços firmes e a mão livre.  
Orlando Villas Bôas



Língua Aruak
Região: Rio Batovi
Alto Xingu 
Parque do Xingu, MT Brasil
População: 270 índios
Mantêm afinidades culturais com as etnias do Alto Xingu. São muito próximos dos Mehinako, na língua com certas variantes, em trocas comerciais e intercasamentos.


Fonte: 
Socioambiental
Xingú-Villas-Bôas 
Ponto Solidário

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