Iorana Korua/Koho-Mai/Bem-Vindo/Yaa'hata'/Che-Hun-Ta-Mo/Kedu/Imaynalla Kasanki Llaktamasi/Tsilugi/Mba'éichapa/Bienvenido/Benvenuto/Yá´at´ééh/Liaali/Bienvenue/Welcome/Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Mari Mari Kom Pu Che/Etorri/Dzieñ Dobry/Bienplegau/Καλώς Ήρθατε/ Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Sensak Pichau!!

Meu compromisso é com a Memória do "Invisível".

Pelo direito a autodeterminação dos povos e apoiando a descolonização do saber.

Ano 5523 de Abya Yala

523 anos de Resistência Indígena Continental.

JALLALLA PACHAMAMA, SUMAQ MAMA!

Témet timuyayaualúuat sansé uan ni taltikpak
Nós mesmos giramos unidos ao Universo.
Memória, Resistência e Consciência.

1.9.09

Um Universo Extinto

Barukolô Julaparé !
Julaparé era o único remanescente da Nação Umutina que ainda conhecia a Língua, Cultura, História, os saberes de seu povo-mas morreu em 2005 levando consigo um universo e a extinção destes saberes - deixando os outros mundos na beira do abismo-esperando o dia que restar apenas um ... e depois ... nenhum.

Vejam aqui um pequeno vídeo do último falante da língua Umutina gravado em 1997:
http://www.olharindigena.com.br/Website/index.php?option=com_content&task=view&id=16&Itemid=26
Era um só ... um mundo dentro do mundo ... que sucumbiu.

Julaparé viveu entre os rios Paraguai e Bugres, na região do município de Barra dos Bugres, 200 quilômetros acima de Cuiabá, capital do Mato Grosso- Brasil. 
Os Umutina foram dizimados encerrando a grandeza e complexidade de um Universo que nunca mais poderemos compreender. Usando a analogia podemos dizer que estes conhecimentos-saberes perdidos são como as páginas de um livro raro que existia apenas um exemplar no mundo e alguma pessoa rasgou as suas páginas.
Ainda existem descendentes dos Umutina (eles resistem mesmo depois de tantos massacres) na região, mas que não aprenderam o idioma original. Julaparé era o último falante. E seu caso, infelizmente, não é único. Há centenas de línguas indígenas brasileiras mortas, e outras estão em vias de desaparecimento.
Os Umutina falavam uma língua da família linguística Bororó e na atualidade são 392 os últimos remanescentes da etnia original. (Funasa em 2006)

Quer conhecer mais sobre os Umutina?

*Demarquet, Sônia de Almeida, 1982 - Informação indígena básica IIB n. 041/82-AGESP/Funai sobre os Umutina
*Lima, Abel de Barros, 1984 - Avaliação da situação Umutina 
*Prêmio Culturas Indígenas – Edição Xicão Xukuru, 2008, São Paulo, SESC-SP
*Projeto ‘Os Filhos de Haipuku’
*Projeto ‘Ixipá Jukupariká - Casa de Farinha’, enviado pela Associação Indígena Umutina Otoparé (Mulheres Valentes)
*Projeto ‘Noysuka (babaçu) na Cultura Umutina’, enviado pela Associação Indígena Umutina Otoparé (Mulheres Valentes Guerreiras)
*Projeto ‘Zári - Casa dos Homens’, enviado pela aldeia Balotiponé
*Povos Indígenas no Brasil 2001/2005, 2006 - Instituto Socioambiental
*Schultz, Harald, 1952 - Vocabulário dos índios Umutina – Journal de la Societé des Américanistes, N.S., 41:81-137; 
*1953 - Vinte e três índios resistem à civilização, Edições Melhoramentos

*Barukolô=estrela

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