Iorana Korua/Koho-Mai/Bem-Vindo/Yaa'hata'/Che-Hun-Ta-Mo/Kedu/Imaynalla Kasanki Llaktamasi/Tsilugi/Mba'éichapa/Bienvenido/Benvenuto/Yá´at´ééh/Liaali/Bienvenue/Welcome/Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Mari Mari Kom Pu Che/Etorri/Dzieñ Dobry/Bienplegau/Καλώς Ήρθατε/ Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Sensak Pichau!!

Meu compromisso é com a Memória do "Invisível".

Pelo direito a autodeterminação dos povos e apoiando a descolonização do saber.

Ano 5523 de Abya Yala

523 anos de Resistência Indígena Continental.

JALLALLA PACHAMAMA, SUMAQ MAMA!

Témet timuyayaualúuat sansé uan ni taltikpak
Nós mesmos giramos unidos ao Universo.
Memória, Resistência e Consciência.

1.12.09

Tolo - O Ritual do Amor para as Mulheres.




Etnias que realizam o ritual do Tolo: KAMAYURÁ, YAWALAPITI, KALAPALO, KUIKURO, MATIPU, NAFUKUÁ, AWETÍ, WAURÁ  e MEYNAKU 
Localização: Terra Indígena Parque do Xingu (MT) Brasil


Tolo, para os Kuikuro e Kalapalo, povos falantes de línguas do tronco Karib, é uma das festas celebradas pelos índios do Alto Xingu, na qual somente as mulheres dançam e cantam. Os Yawalapiti chamam de Kutipira, e os Kamayurá, de Yahaha. Entre os povos do alto Xingu há apenas duas festas exclusivas das mulheres: o Tolo e o Yamuricumá. Enquanto o Yamurucumá se refere a uma revolta das mulheres contra a supremacia masculina, o Tolo é alusivo ao amor. Nos cantos Tolo, chamados detolotepe, na cultura Kuikuro e Kalapalo, as mulheres narram histórias de amor vividas por seus ancestrais e passadas de mãe para filha por muitas gerações. Qualidades masculinas como a beleza física, o caráter, a coragem, bem como a busca por um amor, a saudade do companheiro, a alegria de amar e até os desgostos e dissabores de algum amor são a tônica dos versos entoados e dançados vários dias, nas manhãs, tardes, noites e madrugadas da aldeia.


A celebração do Tolo tem início com os cantos e danças na entrada das enormes malocas. As duplas ou grupos de mulheres caminham em direção ao centro da aldeia, num zig-zag constante. Aos poucos, outras mulheres, adultas, jovens ou crianças vão aderindo e aumentando esses grupos, fortalecendo os cantos e os passos firmes e cada vez mais ritmados. As cantoras que “puxam” os cantos relatando histórias e namoros dos antepassados e de hoje, usam um colar em forma de arco e trazem muitos guizos nos pés e na cintura pra realçar a marcação do ritmo. Muitas dançam com seus bebês no colo. As mais jovens, compenetradas, se interessam naturalmente em aprender os cantos e passos do Tolo. Elas se empenham em mostrar o domínio da dança e dos cantos, a harmonia e a beleza do ritual que contagia a todos que assistem.


A presença dos homens no Tolo representa um gesto de admiração e orgulho, não de suas mulheres, mas também de suas filhas, afilhadas, cunhadas e irmãs ou mães que participam do ritual. Do centro da aldeia e da frente da oca, homens de todas as idades formam a principal platéia. Durante o ritual eles emprestam às mulheres os cocares, colares de miçangas coloridas, brincos, braçadeiras tornozeleiras, chocalhos e outros adereços. Algumas usam cintos de pele de onça, cedidos por seus maridos ou parentes homens, que se orgulham de vê-las bem enfeitadas. Os homens assistem a tudo, retribuindo com muitos aplausos e urros de alegria e satisfação. E torcem bravamente por aquelas que, depois de dançaram durante toda a noite, ainda lutarão o huka-huka. Assim como os homens que lutam o huka-huka durante o Kuarup, as mulheres também não devem dormir, pois os maus sonhos impedem o bom desempenho.



Fonte: Povos Indígenas- Ministério da Justiça do Brasil
Referência: Simone Cavalcante,  Tolo – As mulheres celebram o amor no Alto Xingu 

E-Mail

Postagens populares

Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros."