Iorana Korua/Koho-Mai/Bem-Vindo/Yaa'hata'/Che-Hun-Ta-Mo/Kedu/Imaynalla Kasanki Llaktamasi/Tsilugi/Mba'éichapa/Bienvenido/Benvenuto/Yá´at´ééh/Liaali/Bienvenue/Welcome/Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Mari Mari Kom Pu Che/Etorri/Dzieñ Dobry/Bienplegau/Καλώς Ήρθατε/ Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Sensak Pichau!!

Meu compromisso é com a Memória do "Invisível".

Pelo direito a autodeterminação dos povos e apoiando a descolonização do saber.

Ano 5523 de Abya Yala

523 anos de Resistência Indígena Continental.

JALLALLA PACHAMAMA, SUMAQ MAMA!

Témet timuyayaualúuat sansé uan ni taltikpak
Nós mesmos giramos unidos ao Universo.
Memória, Resistência e Consciência.

29.11.09

A Força do Silêncio






  • Nós os indígenas,
    conhecemos o silêncio.

    Não temos medo dele.
    Na verdade,
    para nós ele é mais poderoso
    do que as palavras.

    Nossos ancestrais foram educados
    nas maneiras do silêncio e eles
    nos transmitiram esse conhecimento.
    "Observa, escuta, e logo atua", nos diziam.
    Esta é a maneira correta de viver.

    Observa os animais para ver
    como cuidam se seus filhotes.
    Observa os anciãos para ver
    como se comportam.

    Observa o homem branco para ver
    o que querem.
    Sempre observa primeiro,
    com o coração e a mente quietos,
    e então aprenderás.

     Quanto tiveres observado o suficiente,
    então poderás atuar.

    Com vocês, brancos e pretos, é o contrário.
    Vocês aprendem falando.

    Dão prêmios às crianças
    que falam mais na escola.
    Em suas festas, todos tratam de falar.
    No trabalho estão sempre tendo reuniões
    nas quais todos interrompem a todos,
    e todos falam cinco, dez, cem vezes.

    E chamam isso de "resolver um problema".
    Quando estão numa habitação e há silêncio,
    ficam nervosos.

    Precisam  preencher o espaço com sons.
    Então, falam compulsivamente,
    mesmo antes de saber o que vão dizer.

    Vocês gostam de discutir.
    Nem sequer permitem que
    o outro termine uma frase.

    Sempre interrompem.
     Para nós isso é muito desrespeitoso
    e muito estúpido, inclusive.

    Se começas a falar,
    eu não vou te interromper.
    Te escutarei.

    Talvez deixe de escutá-lo
    se não gostar do que estás dizendo.
    Mas não vou interromper-te.

     Quando terminares, tomarei minha decisão
    sobre o que disseste,
    mas não te direi se não estou de acordo,
    a menos que seja importante.

     Do contrário,
    simplesmente ficarei calado e me afastarei.
    Terás dito o que preciso saber.
    Não há mais nada a dizer.

    Mas isso não é suficiente
    para a maioria de vocês.

    Deveríamos pensar nas suas palavras
    como se fossem sementes.

    Deveriam plantá-las,
    e permiti-las crescer em silêncio.

    Nossos ancestrais nos ensinaram que
    a terra está sempre nos falando,
    e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.

    Existem muitas vozes além das nossas.
    Muitas vozes.
     Só vamos escutá-las em silêncio.
  • (Palavras de Dan, um ancião Lakota (Sioux)
  •  Livro: Neither Wolf nor Dog. On Forgotten Roads with an Indian Elder" - Kent Nerburn

  • *A força do siêncio vai muito além do pensamento convencional e  de qualquer dogmatismo porque explica que para um branco,  a coisa mais importante é a liberdade. Mas, para um indígena, a coisa mais importante é a honra. 
  • Repleto de observações maravilhosas, Neither Wolf Nor Dog é um clássico que deve ser lido e saboreado por qualquer pessoa interessada em crescer interiormente. Posso dizer que é um relato emocionante que vai resistir ao teste do tempo e  dar significado ao entendimento da luz e da sombra que permeia a vida humana.

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Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros."