Iorana Korua/Koho-Mai/Bem-Vindo/Yaa'hata'/Che-Hun-Ta-Mo/Kedu/Imaynalla Kasanki Llaktamasi/Tsilugi/Mba'éichapa/Bienvenido/Benvenuto/Yá´at´ééh/Liaali/Bienvenue/Welcome/Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Mari Mari Kom Pu Che/Etorri/Dzieñ Dobry/Bienplegau/Καλώς Ήρθατε/ Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Sensak Pichau!!

Meu compromisso é com a Memória do "Invisível".

Pelo direito a autodeterminação dos povos e apoiando a descolonização do saber.

Ano 5523 de Abya Yala

523 anos de Resistência Indígena Continental.

JALLALLA PACHAMAMA, SUMAQ MAMA!

Témet timuyayaualúuat sansé uan ni taltikpak
Nós mesmos giramos unidos ao Universo.
Memória, Resistência e Consciência.

3.2.10

Ayoreo

Existem vários subgrupos dos Ayoreo,  mas os mais isolados são os Totobiegosode (cujo nome significa gente do lugar dos porcos selvagens). Eles são ainda caçadores-coletores que já habitaram uma grande região de floresta. Desde 1969, muitos foram expulsos de suas terras, mas alguns ainda evitam qualquer contato com pessoas de fora. Seu primeiro contato com os brancos aconteceu supostamente nos anos 40 e 50, quando os agricultores Menonitas estabeleram colônias em suas terras. Os Ayoreo resistiram à invasão, e houve mortes em ambos os lados.Em 1979 e 1986, o grupo fundamentalista americano New Tribes Mission (NTM), ajudou a organizar caçadas humanas para remover os Totobiegosode  Ayoreo da floresta. Muitos foram mortos nestes encontros e outros mais tarde sucumbiram as doenças.Outros grupos de Totobiegosode deixaram a floresta em 1998 e 2004, mas continuaram as invasões de suas terras. Um número desconhecido vive ainda sem nenhum contato.
Na atualidade, imagens de satélite capturaram o estrago causado pelos tratores, alugados pela empresa brasileira Yaguarete Pora S.A. para desmatar a área, planejada para tornar-se pasto. Alega-se que Jacobo Kauenhowen, proprietário de uma grande empresa de tratores na colônia Menonita Loma Plata (Paraguai), situada nas proximidades, tenha alugado o maquinário.

A entrada dos tratores na terra indígena é absolutamente ilegal, tendo em vista a suspensão da licença de operação da Yaguarete S.A. na área, decretada pelo governo anteriormente.


Os Ayoreo-Totobiegosode representam a única tribo não contatada na América do Sul fora da Amazônia.  No ano passado milhares de hectares de sua terra da região chamada Chaco, no norte do Paraguai, foram destruídos pela Yaguarete e outra empresa, River Plate S.A.
Alguns Totobiegosode já foram contatados e tem familiares dentre aqueles que continuam isolados na floresta.
Segundo uma organização local que apóia os Totobiegosode, a Yaguarete deixou claro que ‘não respeita os direitos indígenas, tampouco as leis do Paraguai’.
Tribos isoladas são extremamente vulneráveis a qualquer tipo de contato devido a sua falta de imunidade às doenças externas. Em seu relatório emergencial às Nações Unidas em 2008, a Survival International descreveu a ameaça aos Totobiegosode como ‘a mais grave ameaça a um povo indígena em qualquer lugar do mundo’.
Stephen Corry, diretor da Survival, declarou hoje: "Os tratores precisam parar, devem ser retirados do território Totobiegosode. Que tipo de governo ficaria de braços cruzados enquanto isso continua?"


Os Ayoreo também são chamados de Ayoréode, Moro, Morotoco, Pyta Jovai, Zamuco ...





Bolívia: região do Gran Chaco.
Paraguai: departamento de Boquerón.
Número total: aproximadamente 1.570.
Bolívia (770 a 1.500); Paraguai (800 a 3.000).


*Antes de entrarem em contacto "oficial", os Ayoreo sofreram uma intensa perseguição no Paraguai, de tal maneira que, na primeira metade do século XX, um jovem podia ser dispensado do serviço militar se assassinasse um Ayoreo. De fato, os colonos e os crioulos organizavam verdadeiras caças humanas. O primeiro contato ocorreu em 1956, quando os brancos capturaram um jovem Ayoreo. 


Muitos protestos estão sendo realizados na Europa e em outros lugares do mundo. Se quiser participar da campanha à favor dos Ayoreo: http://www.survival.es/noticias/5473


Fonte:

 FABRE, A. (1998) Manual de las lenguas indígenas sudamericanas, I-II, Lincom Europa, Munique.

Survival 

Fotos: Survival e Documentary International
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