Iorana Korua/Koho-Mai/Bem-Vindo/Yaa'hata'/Che-Hun-Ta-Mo/Kedu/Imaynalla Kasanki Llaktamasi/Tsilugi/Mba'éichapa/Bienvenido/Benvenuto/Yá´at´ééh/Liaali/Bienvenue/Welcome/Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Mari Mari Kom Pu Che/Etorri/Dzieñ Dobry/Bienplegau/Καλώς Ήρθατε/ Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Sensak Pichau!!

Meu compromisso é com a Memória do "Invisível".

Pelo direito a autodeterminação dos povos e apoiando a descolonização do saber.

Ano 5523 de Abya Yala

523 anos de Resistência Indígena Continental.

JALLALLA PACHAMAMA, SUMAQ MAMA!

Témet timuyayaualúuat sansé uan ni taltikpak
Nós mesmos giramos unidos ao Universo.
Memória, Resistência e Consciência.

8.4.09

*Popol Vuh-O Livro Sagrado K'iche' -Maya


Calendário do Popol Vuh
Originalmente, o Popol Vuh (Livro do Conselho dos Anciões) foi transmitido pela tradição oral até aproximadamente o  século XVI quando foi escrito por um indígena em língua K'iche' -porém com caracteres latinos. Posteriormente, foi traduzido para o espanhol pelo padre Francisco Jiménez  (pároco de " Santo Tomás de Chuilá-antigo povoado da Guatemala). Tempos depois, foi traduzido a outros idiomas europeus por alguns estudiosos das origens das culturas originárias das Américas.



O Popol Vuh narra sistematicamente as etapas do povo Maya-K'iche' usando a mito-história, que abrange desde a Pré-História até a data em que começou a ser escrito. 
Este livro possui uma grande importância porque com ele podemos fazer parte do resgate para compreendermos a mentalidade e o contexto da época-assim como-o desenvolvimento das idéias, artes, ciências e a cultura em geral destes povos originários.
A riqueza extraordinária da sua prosa poética consiste na revelação -que se produz- através dos nomes de deuses considerados maiores ou menores, que representam as forças da natureza -(o trovão é a marca do relámpago, o raio é o esplendor do relámpago) - ambos espíritos do céu.
A linguagem é mágica e simbólica porque leva a uma cosmogonia que passa longe do que o "ocidente "entende por racionalidade: " este livro é o primeiro livro, pintado o passado, porém a sua face está oculta na pessoa que vê-no pensador."
É marcadamente poético porque está repleto de imagens, metáforas e jogo de palavras: "eu o sol, eu a luz, eu a lã. Que assim seja. Grande é a minha luz. Por mim andam, caminham os homens. Meus olhos em metais preciosos, resplandecem de verdes esmeraldas. Meus dentes brilham no seu esmalte como a face do céu."
"Minha palavra está no meu ventre."
"Oh ... Chuvoso que darão as tribos para pedir pelo teu fogo?"
A linguagem descreve e narra o mundo mitológico-como uma explicação do mundo extralingüístico-em que estão presentes os deuses detentores do mal e do bem. Durante o relato várias são as passagens que falam da hipocrisia e da farsa entre os deuses.
Em todo o livro, a linguagem -no plural- é propositadamente redundante e explicativa-sendo usadas a primeira, a segunda e a terceira pessoa.
O Popol Vuh constrói todos os relatos através da metáfora aonde é expressada por analogias que não podem ser explicadas com a racionalidade "ocidental"- mas por um pensamento feito de imagens- aparecendo neste contexto a metáfora que não  é entendida como um ornamento da linguagem-e sim- como uma fábula ou lenda real. 
O Popol Vuh oferece uma das maiores riquezas na na área das palavras porque traz uma linguagem que é muito significativa-mas principalmente-porque é o único livro "original" de grupos indígenas chegou até a atualidade com grande fidelidade na sua tradução.
      

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