Iorana Korua/Koho-Mai/Bem-Vindo/Yaa'hata'/Che-Hun-Ta-Mo/Kedu/Imaynalla Kasanki Llaktamasi/Tsilugi/Mba'éichapa/Bienvenido/Benvenuto/Yá´at´ééh/Liaali/Bienvenue/Welcome/Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Mari Mari Kom Pu Che/Etorri/Dzieñ Dobry/Bienplegau/Καλώς Ήρθατε/ Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Sensak Pichau!!

Meu compromisso é com a Memória do "Invisível".

Pelo direito a autodeterminação dos povos e apoiando a descolonização do saber.

Ano 5523 de Abya Yala

523 anos de Resistência Indígena Continental.

JALLALLA PACHAMAMA, SUMAQ MAMA!

Témet timuyayaualúuat sansé uan ni taltikpak
Nós mesmos giramos unidos ao Universo.
Memória, Resistência e Consciência.

14.4.09

Zapatismo em Resistência ...

Foto:: Photobucket
O Zapatismo entrou fortemente na luta anti-sistema universal porque a sua ação e discurso não é apenas pelo reconhecimento dos povos originários "mesoamericanos"-mas-contra qualquer tipo de exclusão mundial na luta contra a globalização, o capitalismo e o neoliberalismo.
Combinando formas tradicionais de comunicação das comunidades indígenas com modernas tecnologias de comunicação, os zapatistas conseguiram furar o bloqueio informativo e as suas reivindicações foram escutadas no mundo inteiro. O seu "Ya basta" ecoou pelo planeta mostrando que a luta camponesa indígena pela resistência não era apenas regionalizada.
Não morrerá a flor da palavra. Poderá morrer o rosto oculto de quem a nomeia hoje, mas a palavra que veio do fundo da história e da terra já não poderá ser arrancada pela soberba do poder.

(...)
Nosso sangue e a nossa palavra acenderam um fogo pequenino na montanha e o caminhamos rumo à casa do poder e do dinheiro. 
Irmãos e irmãs de outras raças e outras línguas, de outra cor e mesmo coração, protegeram nossa luz e nela beberam seus respectivos fogos.
Veio o poderoso a nos apagar com seu forte sopro, mas nossa luz cresceu em outras luzes. Sonha o rico em apagar a luz primeira. É inútil, há já muitas luzes e todas são primeiras
Quarta Declaração da Selva Lacandona
(EZLN, 1997: 80-81).
O FOCO DA RESISTÊNCIA - CHIAPAS
A região de Chiapas, no sul do México, inclui a montanhosa região da Sierra Madre, coberta por densas florestas. Sua população, formada na maioria por indígenas descendentes dos maias, vive das plantações de café e dos seringais. É por lá que se concentra a maioria dos militantes do Exército Zapatista de Libertação Nacional porém as suas trincheiras culturais e de resistência estão espalhadas pelo mundo.


O LÍDER - SUBCOMANDANTE INSURGENTE MARCOS
Ele é conhecido pelos comunicados ao povo mexicano - muitas vezes divulgados pela internet, misturando humor, poesia, contos folclóricos e críticas políticas. Mas, por aparecer sempre com o rosto coberto, ninguém sabe a identidade do principal porta-voz do Exército Zapatista de Libertação Nacional. Para evitar represálias, a organização faz de tudo para manter o segredo. O governo mexicano diz que ele é Rafael Sebastián Guillén Vicente, um professor universitário de classe média, de quase 40 anos, que teria se mudado para Chiapas em 1984 para trabalhar com camponeses pobres.  
Por que ele é um subcomandante?
Porque para ser comandante é necessário ser indígena.
O ÍDOLO - EMILIANO ZAPATA (1879-1919)
Defensor de uma reforma agrária radical, o inspirador do movimento zapatista apoiou com um grupo armado a revolução que derrubou o ditador Porfírio Diaz do governo do México, em 1910. Como o novo presidente Francisco Madero jogou o exército do país contra sua guerrilha, Zapata rompeu com o novo dono do poder e começou uma reforma agrária por conta própria. Liderou uma campanha de guerrilhas contra grandes proprietários, e distribuiu as terras das fazendas ocupadas. Foi assassinado em 1919, numa emboscada preparada por seus inimigos.
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Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros."