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Meu compromisso é com a Memória do "Invisível".

Pelo direito a autodeterminação dos povos e apoiando a descolonização do saber.

Ano 5523 de Abya Yala

523 anos de Resistência Indígena Continental.

JALLALLA PACHAMAMA, SUMAQ MAMA!

Témet timuyayaualúuat sansé uan ni taltikpak
Nós mesmos giramos unidos ao Universo.
Memória, Resistência e Consciência.

8.9.09

Língua indígena brasileira cria polêmica para lingüistas do mundo.


Para a teoria popularizada pelo lingüista norte-americano Noam Chomsky,  todo indivíduo já nasce com una gramática completa no seu cérebro, conhecida por Gramática Universal. Conforme vai conhecendo um idioma, a criança - instintivamente, resgata desta gramática as regras mais adequadas para a língua que está aprendendo. Desta forma, a famosa teoria de Chomsky desenvolve a idéia de que existem princípios gramaticais comuns a todos os idiomas. Não esquecendo que essa teoria de Chomsky é um dos grandes argumentos da corrente científica contrária ao evolucionismo de Darwin. Sucede que, justamente aqui no  Brasil, a língua falada por uma nação de indígenas amazonenses, os Pirahã (habitam as margens rio Maici, perto da divisa com Rondônia) não somente desafía este fundamento científico, como também tem  sido tema central de interminavéis debates entre lingüistas.

Entre as diversas peculiaridades descritas por Everett sobre os Pirahã, se destaca o fato que o idioma não possui designação das cores, utiliza somente três vocais e oito consoantes, desconhece modos e tempos verbais, não define números e o mais incrível, não possui recursividade que significa não formular frases inseridas umas nas outras, como usamos nas estruturas das orações. Existiriam, desta forma, apenas formulações sintáticas simples. "As sentenças dos Pirahã  expressam somente situações vividas pelo falante ou por alguém vivo durante a vida do falante", escreveu  Everett sobre a sua teoria,  que denominou “Principio de  da experiência imediata”.

Muitas refutações surgem até agora sobre as conclusões de Everett. A principal delas envolve a brasileira Cilene Rodrigues, lingüista
UNICAMP, que em companhia de dois investigadores norte-americanos, publicou um artigo na revista The New Yorker, en março de 2007 e no "site" Lingbuzz (posteriormente) questionando o que Everett escreveu a respeito dos Pirahãs. “É muito raro que alguns investigadores vejam a recursividade na língua e  Everett não veja, declarou Cilene recentemente. Segundo estes mesmo estudiosos, o Pirahã não apresenta desafio à Gramática Universal.

Pirahã Grid
Fotos de Martin Schoeller

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