Iorana Korua/Koho-Mai/Bem-Vindo/Yaa'hata'/Che-Hun-Ta-Mo/Kedu/Imaynalla Kasanki Llaktamasi/Tsilugi/Mba'éichapa/Bienvenido/Benvenuto/Yá´at´ééh/Liaali/Bienvenue/Welcome/Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Mari Mari Kom Pu Che/Etorri/Dzieñ Dobry/Bienplegau/Καλώς Ήρθατε/ Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Sensak Pichau!!

Meu compromisso é com a Memória do "Invisível".

Pelo direito a autodeterminação dos povos e apoiando a descolonização do saber.

Ano 5523 de Abya Yala

523 anos de Resistência Indígena Continental.

JALLALLA PACHAMAMA, SUMAQ MAMA!

Témet timuyayaualúuat sansé uan ni taltikpak
Nós mesmos giramos unidos ao Universo.
Memória, Resistência e Consciência.

24.6.09

Astronomia Maya





Os Maya desenvolveram desde o terceiro milênio a.C (no mínimo) um desenvolvimento astronômico muito grande e complexo. Muitas de suas observações chegaram até nossos dias (por exemplo um eclipse lunar de 15 de fevereiro de 3379 a.C) e já conheciam com exatidão as revoluções sinódicas dos planetas, a periodicidade dos eclipses e tantos outras descobertas relativas a Astronomia.
O Calendário Maya começa em uma data zero que possivelmente seja o dia 8 de julho de 8498 a.C.na  contagem de tempo atual, porém essa é uma hipótese. O ano tinha 365 dias (com 18 meses de 20 dias e um mes intercalado de 5 dias.
Os estudos sobre os astros que realizaram seguem surpreendendo os cientistas e estudiosos que até hoje não sabem os detalhes da precisão dos Maya que tinham uma verdadeira obsessão pelo movimento dos corpos celestes que se baseava na concepção cíclica da História e da Astronomia que foi a ferramenta que utilizaram para conhecer a influência dos astros sobre o mundo. A Via Láctea era reverenciada como a morada dos deuses que tinham muitos conhecimentos.
O calendário solar Maya era mais preciso do que usamos hoje.
Todas as cidades do período clássico estão orientadas de acordo com o movimento da abóboda celeste. Muitas construções possuíam o ângulo certo para mostrar os fenômenos astronômicos na Terra, como Chichén Itzá, aonde se observa o descenso de Kukulkán (serpente formada pelas sombras que se criam nos vértices da construção durante algumas épocas do ano. Desde a construção, milhares de pessoas invadem Chichén Itza para observarem esse fenômeno. As 15:00 horas do equinócio da primavera e do outono, o jogo de luzes forma a sombra de uma serpente sobre a escada que se encontram com sua cabeça esculpida na base da pirâmide. Para muitos crentes e visionários esta serpente é um alerta para uma catástrofe que está prestes a acontecer. Os cientístas não sabem o significado da serpente mas percebem é foi preciso  ter muito conhecimento científico para construí-la. 
“Esta silhueta simboliza a serpente descendo do céu para o plano de existência terrestre e entrando no final do dia nas profundezas”. diz o Dr. Alen F. Chase - Professor de Antropologia da Universidade Central da Flórida. O conhecimento avançado do templo e espaço culminou na construção da pirâmide de Kukulkán, nome da divindade suprema dos Maya. Kukulkán é na verdade um calendário tridimensional.
 “A pirâmide de Kukulkán é um zigurate de pedra de quatro lados que na verdade é um calendário. Somando os 91 degraus de cada lado mais a sua plataforma, o total é 365 dias, como os dias do ano. O incrível é que os maias ergueram a pirâmide de modo que no equinócio o sol atinja a face norte criando a sombra de um serpente gigante.”, diz Steven Alten.
Como adquiriram esse profundo conhecimento do tempo continua um mistério, mas eles atribuiam este conhecimento a Kukulkán, um deus, que não tinha nenhuma semelhança com eles. Kukulkán era descrito como um homem alto e branco com longos cabelos e barbas brancas e  olhos azuis. Tinha o crânio alongado, o que fazia as mães Maya amarrarem tábuas nas cabeças dos bebês para alongar os crânios. Por volta do ano 1000 d.C., por razões desconhecidas, Kukulkán deixou Chichén Itza e voltou para o mar, de onde muitos acreditam que ele viera. Antes de partir prometeu ao povo que um dia voltaria, mas isto nunca aconteceu.



    Código de Dresden



Sugestão de páginas sobre a Astronomia Maya em Espanhol:

11.6.09

Grave Denúncia: Massacre em Bagua no Perú.

Ya basta !

Depois de incluir mais de 70 % da selva amazônica em concessões para a explorações de todos os tipos, incluindo a maior parte dos territórios indígenas, sem realizar nenhum tipo de consulta, o governo peruano planejava levar adiante o decreto lei 1090-Lei Florestal e da Fauna e Flora- que reduz a definição de Patrimônio Florestal e permitiria que 45 milhões de hectares de terras com floresta (60% da Amazônia peruana passariam a empresas privadas e com isso trazendo a destruição maciça da selva e dos povos indígenas que ali habitam.
Alan Garcia (presidente do Perú) possui uma  visão delirante de desenvolvimento para a floresta que apresenta a maior diversidade do planeta em termos biológicos e culturais. Segundo ele, existe a necessidade de fazer o país progredir em todos os sentidos buscando a adequação ao Tratado de Livre Comércio (TCL) firmado com os Estados Unidos. (sic)
É óbvio que os indígenas amazônicos  e suas organizações estavam totalmente contra esta visão deturpada de progresso e resistiram defendendo os seus modelos de desenvolvimento sustentáveis e da floresta com suas próprias vidas.
Ainda segundo Alan Garcia, os indígenas são selvagens, "perros del hortelano" (não fazem e nem deixam fazer) e cidadãos de segunda classe porque são inimigos da modernidade. (sic)
Com o decreto lei 1090, que havia sido declarado inconstitucional pelo Congresso da República e da Defensoria do Povo, -mas sem resposta do governo- os povos indígenas se mobilizaram pcificamente em toda a Amazônia fazem mais de 50 dias. Nesse contexto, Os Awajun  e os Wampi bloquearam uma estrada em Bagua ao norte do Peru e foram atacados covardemente pelas forças armadas no dia 5 de julho.
Nos enfrentamentos armados morreram um número de indígenas muito alto mas até agora nenhuma informação  coerente foi dada por parte do governo ou das forças armadas.
Segundo testemunhas, os policiais e o exército fizeram desaparecer dezenas de corpos de indígenas que foram queimados e largados dentro do rio com helicópeteros para ocultar a dimensão do brutal massacre.
O governo acusa os indígenas de haver iniciado os ataques, afirma que estão associados com o Sendero Luminoso e que foram manipulados pelos governos da Bolívia e da Venezuela. (sic)
O lider da AIDESEP (Coordenação Nacional Indígena Amazônica) está pedindo asilo político por haver sido acusado pelo governo de ser responsável pelas mortes.
Até agora a voz dos indígenas que sofreram o ataque não foram escutados na maior parte da imprensa nacional e internacional. 
Frente a versão "oficial" do governo aqui estão as provas de quem começou o ataque, assim como da brutalidade do mesmo. Os vídeos abaixo mostram o testemunho presencial de indígenas e não indígenas que fizeram parte de mais esta vergonha para a humanidade.
Por favor, divulguem os vídeos. Precisamos dar voz aos povos amazônicos que estão sendo massacrados.







Porque protestam os povos amazônicos?
Mais informações:
http://www.survival.es/noticias/

3.6.09

Direitos Indígenas ...


ONU reafirma o direito dos povos indígenas sobre os seus territórios.
O Foro Permanente para Assuntos Indígenas (01/06/2009) concluiu em seu oitavo período de sessões com uma reafirmação de que todos os povos devem ser consultados sobre qualquer projeto de exploração que afete os seus territórios e direitos. Essa decisão contou com mais de 2.000 representantes de povos e comunidades indígenas de todo o mundo que participaram das duas semanas de discussão que levaram a declaração final  que recomenda a adoção de medidas para protegê-los de quem quer se aproveitar dos seus recursos.
O documento inicia com as seguintes palabras: deve haver um consentimento livre, prévio e informativo antes do inicio de projetos ou outros tipos de trabalhos que afetem suas terras, territórios, recursos e direitos de todos os povos envolvidos.
O mesmo recomenda aos governos que façam cumprir as legislações nacionais e internacionais relevantes, assim como, a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, assinada em 2007 pela Assembléia Geral da ONU. Neste sentido, obriga aos países que deram licença, concessões ou permissões para as transnacionais (sem a autorização das populações indígenas) a renegociar os contratos de exploração e satisfazer as demandas das comunidades afetadas.

* Espero que este novo documento seja realmente colocado em prática (o mais breve possível) porque o meu ceticismo não dá para palavras esperançosas.
  Fonte:

1.6.09

Voz da África !




Raiar


Desabrochei nas vésperas do cântico da liberdade
Cresci pueril emaranhado nos ecos de uma epopéia
Acreditando por ser acreditar a grande verdade
Entoei os cânticos de louvor à morte da centopéia
O tempo emprestou-me a tenacidade da dúvida
E do tempo, aliado me fiz e da dúvida a espada
Segui os rastos da vontade de entender tal vida
A realidade vislumbrou-me uma dureza pasmada
Questionei os dogmas para saber mais além
Cruzei saberes e dissabores na alma atormentada
E do além ainda distante, do saber muito aquém ...
Exorcizei com versos a tormenta alimentada
No presente, nada mais é do que o não adquirido
Nada mais se disfarça para dúvidas semear
No presente, não mais vago é o caminho escolhido
Ladeando a realidade sim, com o sonho no limiar.

Waldir Araujo (Guiné-Bissau)

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Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros."