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Meu compromisso é com a Memória do "Invisível".

Pelo direito a autodeterminação dos povos e apoiando a descolonização do saber.

Ano 5523 de Abya Yala

523 anos de Resistência Indígena Continental.

JALLALLA PACHAMAMA, SUMAQ MAMA!

Témet timuyayaualúuat sansé uan ni taltikpak
Nós mesmos giramos unidos ao Universo.
Memória, Resistência e Consciência.

20.10.08

Os Xikrin


História dos Xikrin (segundo os próprios "índios")

Os Xikrin contam que seus antepassados viviam no céu. Um dia, dois meninos estavam caçando tatu e cavaram tão fundo que abriram um buraco no céu. Lá de cima, eles viram o mundo aqui de baixo, acharam bonito e chamaram os outros para ver. Eles fizeram uma longa corda, unindo fibras, laços e cordões de toda a aldeia; e desceram para viver na Terra. Não vieram todos. Alguns decidiram ficar no céu, e as luzes das estrelas que vemos hoje em dia são as fogueiras que eles fazem lá.

Os que desceram viviam todos juntos até que um dia descobriram uma grande árvore, às margens do rio Tocantins, da qual nasciam diversas espigas de milho. Eles derrubaram a árvore para plantar as sementes, porém à medida que recolhiam os grãos do milho, começaram a falar línguas diferentes, e se separaram em diversas nações distintas. Uma dessas chamava-se Mebengokrê. Os não-índígenas os chamam de "Kayapós". Certo dia os Mebengokrê faziam uma cerimônia de iniciação quando houve um desentendimento entre os homens mais novos e os mais velhos. O grupo se dividiu em outros menores. O grupo que foi viver mais ao norte deu origem aos Xikrin de hoje.

Povo de língua da família Gê (Macro Gê) distribuido em 14 grupos, num vasto território que se estende do SE do Pará ao N do Mato Grosso, na região do rio Xingu. Os grupos são: Gorotire, Xikrin do Cateté, Xikrin do Bacajá, A’Ukre, Kararaô, Kikretum, Metuktire (Txucarramãe), Kokraimoro, Kubenkrankén e Mekragnoti. Há indicações de pelo menos três outros grupos ainda sem contato.


Todos eles falam línguas semelhantes, possuem costumes e mitologia em comum, e chamam a si próprios de Mebengokrê. Cada um desses sub-grupos se identifica com um segundo nome, relativo ao sub-grupo. Os Xikrin chamam a si próprios de "putkarôt". Dentro da família Kayapó, os Xikrin possuem costumes e língua mais diferentes em relação aos demais sub-grupos. Estima-se que a separação entre eles e os demais Kayapós aconteceu no início do século XVIII.

Kayapó-"Caiapó" é uma exonominação que data do início do século XIX e tem origem em outros grupos indígenas circunvizinhos desta etnia. Kayapó significa homens semelhantes aos macacos, em grande medida devido a certos rituais que este grupo realiza nos quais são utilizadas máscaras de macaco pelos homens. A autonominação dos chamados Kayapó é mebêngôkre que significa literalmente "homens do poço d'água".

Pintura Corporal e Arte Plumária
A pintura corporal é a mais importante manifestação artística entre os Xikrin. Em uma de suas histórias, uma estrela desce à terra e transforma-se em mulher só depois que tem o corpo pintado com jenipapo. Os recém-nascidos também são pintados assim que perdem o cordão umbilical.
A pintura é uma atividade feminina. As mulheres se juntam a cada 8 dias mais ou menos em sessões de pintura coletiva, onde elas decoram o corpo umas das outras. Utilizam as mãos e lascas de taquara.


Fontes:

*Koikwa, um buraco no céu de Regina Santos, Angélica Torres e Isabelle Vidal Giannini

*Os Mebengokre Kayapó: História e Mudança Social" de Terence Turner e publicado no livro "História dos índios no Brasil"

*Grafismo Indígena de Lux Vidal.

*Wikipedia

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