Iorana Korua/Koho-Mai/Bem-Vindo/Yaa'hata'/Che-Hun-Ta-Mo/Kedu/Imaynalla Kasanki Llaktamasi/Tsilugi/Mba'éichapa/Bienvenido/Benvenuto/Yá´at´ééh/Liaali/Bienvenue/Welcome/Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Mari Mari Kom Pu Che/Etorri/Dzieñ Dobry/Bienplegau/Καλώς Ήρθατε/ Kamisaraki Jillatanaka Kullanaka/Sensak Pichau!!

Meu compromisso é com a Memória do "Invisível".

Pelo direito a autodeterminação dos povos e apoiando a descolonização do saber.

Ano 5523 de Abya Yala

523 anos de Resistência Indígena Continental.

JALLALLA PACHAMAMA, SUMAQ MAMA!

Témet timuyayaualúuat sansé uan ni taltikpak
Nós mesmos giramos unidos ao Universo.
Memória, Resistência e Consciência.

4.3.09

O Fogo na Cosmovisão Indígena.

O fogo é um dos dos elementos mais utilizado em várias culturas ao redor da terra, como um elemento de purificação e transmutação. São cerimônias, ritos, onde a chama incandescente se faz presente trazendo a luz e o contato com as nossas memórias ancestrais. 

A "descoberta" do fogo proporcionou um grande salto para a Humanidade e a possibilidade de inovações tecnológicas e de qualidade de vida. A importância do fogo é relacionada à da própria vida. Na mitologia e Cosmologia das culturas, a vida é possível através do espírito criativo, da centelha que põe tudo em movimento. 
Os xamãs Huichole (México) reverenciam a Tatewari, o fogo sagrado, o deus com quem aprendem a curar. Tomam o peyote e buscam no fogo seus ensinamentos. Os nativos norte-americanos também costumam fazer seus conselhos junto à fogueira porque o fogo representa a luz da Sabedoria que os auxiliará na tomada de decisões que afetam toda a tribo. E assim vemos em muitas outras situações, a importância da fogueira como parte da memória ancestral.
Para  a grande maioria dos povos indígenas brasileiros o fogo é como a vida por isso deve sempre estar aceso dentro e fora de suas habitações. O ritual de proteção - Bênção do Fogo Sagrado é praticado por quase todas as etnias. 
Muitas são as histórias transmitidas através da oralidade (a mitologia é ainda viva, transmitida de uma geração a outra) sobre a origem do fogo aonde são relatados incêndios que destruíram a Terra. 
A fogueira é um elemento de extrema importância nas culturas nativas. Juntos, o fogo e a madeira do povo-em-pé, as árvores, liberam a memória dos tempos. As árvores carregam a memória da terra e esta informação contida nos anéis de seus troncos são inclusive utilizadas hoje pela ciência, cujo método se chama dendrocronologia. Temos árvores ancestrais, de muitos anos, que dia após dia, vivenciou e presenciou a saga dos ancestrais.
Ao sentarmos na fogueira, ativamos esta memória ancestral, aprendendo com tudo e todos que caminharam sobre o solo da Mãe Terra.

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História Oral Guarani Ñandeva
O filho de Ñane Ramõi, isto é, Ñande Ru Paven (“Nosso Pai de Todos”) e sua esposa Ñande Sy (“Nossa Mãe”), ficaram responsáveis pela divisão política da terra e o assentamento dos diferentes povos em seus respectivos territórios, criando montanhas para delimitar o território guarani. Ñande Ru Paven roubou o fogo dos corvos e o entregou aos homens; criou a flauta sagrada (mimby apyka) e o tabaco (petÿ) para os rituais e foi o primeiro que morreu na terra. Da mesma forma que seu pai, decidiu abandonar a terra em função de um desentendimento com sua esposa que estava grávida de gêmeos. O mito dos gêmeos é um dos mais contados e difundidos pela América do Sul. Pa’i Kuara é neto de Ñane Ramõi. A ele, depois de muitas aventuras na terra, foi atribuída a responsabilidade de cuidar do Sol, assim como de seu irmão, Jacy, a quem caberia o cuidado da Lua.


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